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Atualizado às: 11 de junho, 2004 - 11h50 GMT (08h50 Brasília)
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General Augusto Heleno responde às perguntas sobre o Haiti
General Augusto Heleno
General Augusto Heleno
O Brasil lidera as forças de paz da ONU no Haiti, que têm o objetivo de manter a estabilidade e desarmar o país, além de participar de operações humanitárias.

Na edição do Panorama BBC do dia 6 de junho de 2004, o general Augusto Heleno, comandante da Força de Estabilização do Haiti, respondeu às perguntas enviadas pelos ouvintes e internautas através do www.bbcbrasil.com.

Ciro Amaro, Uberlândia
Qual foi o primeiro impacto do comando ao chegar ao Haiti?

General Augusto Heleno - A impressão que nós tivemos foi muito boa, em relação à receptividade do povo do Haiti às tropas brasileiras. Há uma empatia muito grande entre o povo haititiano e o brasileiro, temos muitas coisas parecidas e eu acredito que isso vai facilitar muito o trabalho da Minustah (a força de estabilização).
Eu sei que a força não é só das tropas brasileiras, mas os outros países sul-americanos que são parecidos conosco também vão ter essa facilidade de se entrosar com o povo haitiano.

Tiago, Teresina
Quanto o governo vai gastar com essa missão no Haiti?

General - Inicialmente, o governo brasileiro destinou cerca de US$ 40 milhões (cerca de R$ 125 milhões) para a missão, mas tem que entender que grande parte dessa quantia será reposta pela Organização das Nações Unidas (ONU).
E o que precisa ser analisado também é a relação custo-benefício. É muito importante para o Brasil participar de uma operação desse tipo, principalmente liderando a missão e com o maiior efetivo.
Isso ajuda a projetar o nome do Brasil e para as nossas Forças Armadas é uma oportunidade ímpar de trocar idéias com outros Exércitos, atualizar nossa doutrina e consolidar alguns ensinamentos. Vale dizer que o custo-benefício é muito bom.

Adriano Duarte, São Paulo
Qual a probabilidade de haver baixas no efetivo brasileiro?

General - Por enquanto eu acredito que seja muito baixa já que por enquanto a situação está calma e nós pretendemos que esse estado seja mantido. Mas é claro que nós somos militares e estamos preparados para a adversidade, fomos formados para adversidades e se isso tiver que acontecer, com muita tristeza, vamos enfrentar com humildade.

Vinícius, Belo Horizonte e Gabriel Petros, Curitiba
A receptividade, pelo menos às tropas brasileiras, tem sido boa por enquanto.Mas vocês temem que isso possa mudar?

General - Uma das possibilidades é que, diante dos interesses que possam vir a ser contrariados pelas ações que nós vamos desenvolver, possam acontecer manifestações. Mas por enquano é provável que sejam manifestações isoladas e que não contaminem a população como um todo.

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