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Brasil não vai doar dinheiro ao Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil não vai doar dinheiro para os esforços de reconstrução do Haiti, apesar de liderar a força de estabilização da ONU no país. “O Brasil não é um doador líquido de recursos financeiros na área de cooperação internacional ou ajuda ao desenvolvimento”, explicou o subsecretário de cooperação internacional do Itamaraty, Ruy Nogueira, em seu discurso na Conferência Internacional de Doadores, encerrada nesta terça-feira em Washington. Mas o embaixador afirmou que o Brasil - além de comandar a força de estabilização da ONU no Haiti e ter 1,2 mil soldados na capital - está à disposição para prestar auxílio técnico para a reconstrução do país. “A ajuda do Brasil a países em desenvolvimento pode ser medida pelo trabalho de técnicos e consultores, pela promoção de cursos de treinamento, pelo desenvolvimento de profissionais e pelo envio de pequenos equipamentos que podem ser usados em projetos específicos de cooperação internacional”, declarou o embaixador. Eleições Segundo o diplomata, o Brasil vai enviar ao Haiti uma “missão multidisciplinar” que vai identificar possibilidades de cooperação nas áreas de saúde, agricultura, defesa civil, tratamento de água e disposição de lixo. O embaixador disse ainda que o Brasil tem conhecimento técnico para ajudar o Haiti na realização das eleições gerais, previstas para fevereiro de 2006. “Aproximadamente 100 milhões de brasileiros participaram das últimas eleições presidenciais no Brasil”, disse o embaixador. “Graças ao sistema de votação eletrônica, os resultados foram divulgados no mesmo dia. O Brasil pode fornecer esta tecnologia ao Haiti.” |
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