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Atualizado às: 10 de agosto, 2004 - 17h25 GMT (14h25 Brasília)
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Programas de humor ganham peso nas eleições dos EUA

Cena do curta Essa Terra
O curta satírico 'Essa Terra' virou mania nos Estados Unidos
Políticos são alvos preferenciais de comediantes em todo mundo e não há época mais rica para piadas do que a de eleições.

Atualmente nos Estados Unidos, mais do que os risos, está evidente o peso que programas e apresentadores que todas as noites ocupam grande parte da programação, tanto na TV a cabo quando nas redes abertas podem ter na campanha.

Todas as manhãs os programas classificados de "jornalismo sério" repetem alguns dos melhores trechos dos humorísticos da noite anterior.

Em uma pesquisa feita no início do ano pelo Centro Pew, de Washington, 21% dos jovens de 18 a 29 anos entrevistados disseram receber uma parcela importante de suas informações sobre a campanha presidencial de programas de humor.

Nas eleições do ano 2000, apenas 9% dos jovens recorriam aos humorísticos como fonte de informação.

Entre a população em geral, o índice ficou estável em 6% nas duas eleições.

Conhecimento

O diretor de projetos do Instituto Pew, Peyton Craighill diz que outras perguntas revelaram que quem prefere os programas humorísticos tinha menos conhecimento sobre as eleições do que as pessoas que recorreram mais aos meios tradicionais – como telejornais ou jornais impressos – ou à Internet.

Peyton Craighill, diretor de projetos no Centro Pew
Craighill, do Centro Pew, evita prever a influência dos humoríst

“Fizemos nas pesquisas perguntas sobre alguns fatos da campanha. Os entrevistados que davam grande importância aos programas humorísticos para se informar tiveram um índice de acertos mais baixo do que a média”, disse Craighill.

O pesquisador ressalva, no entanto, que o instituto não analisou a qualidade das informações transmitidas nestes programas.

“Pode ser que as informações estejam incorretas. Pode ser que a audiência não esteja entendendo de fato o que é dito”, diz.

Para Craighill, ainda é difícil avaliar que resultado o fenômeno terá no resultado das eleições.

“O que parece certo é que há este ano um interesse muito maior da população nas eleições e isso inclui os jovens, que são os mais influenciados politicamente pelos programas de humor.”

Noticiário

Megan Joiner, de 25 anos,diz que se informa sobre a campanha eleitoral ouvindo rádio, lendo jornais e notícias na Internet.

Joiner não gosta de televisão, mas abre uma exceção para o programa Daily Show, apresentado diariamente por Jon Stewart.

“Acho que ele faz um trabalho muito bom porque apresenta no programa os absurdos da política americana que de fato aconteceram”, diz.

“Acho que os jovens têm de se envolver mais com as eleições. Rir pode ser um bom começo.”

O Daily Show funciona como uma revista dos principais acontecimentos do dia, mas os apresenta sob a ótica do humor.

11 de Setembro

O produtor do programa Bob Wiltfong admite que há limites para os assuntos que podem ser tratados como piada.

“Fazer humor com os ataques de 11 de Setembro ainda é tabu aqui nos Estados Unidos”, disse em entrevista à BBC.

Mas Wiltfong diz que o atual clima nos Estados Unidos também cria algumas piadas prontas para os comediantes.

Ele cita a notícia de uma mulher detida no aeroporto de Miami porque tinha um mandado de prisão contra ela.

“O mandado tinha sido expedido porque ela abandonou um pacote no Parque Nacional de Yellowstone”, contou.

“No fim, descobriram que o pacote está cheio de marshmallow.”

Entretenimento

Nichole Sutello, de 26 anos, acha que os programas humorísticos são úteis, mas só como diversão.

“Não acho que as pessoas devam confiar neste tipo de programa para se informar sobre política”, diz.

Ela diz que os programas de humor não podem tratar de todos os temas de maneira correta e não deixam claro se estão seguindo alguma linha partidária.

“Os americanos vão votar agora, não só para escolher quem vai comandar nosso país, mas também para eleger a pessoa que vai dar o tom da política externa do mundo nos próximos anos. Precisamos de informações com muita qualidade para tomar esta decisão”, afirma Sutello.

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