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EUA podem ir à guerra sozinhos, diz Kerry | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, disse em seu discurso no qual aceitou a indicação do partido que não hesitará em “usar a força quando necessário” e que estaria preparado para ir à guerra sozinho. “Eu nunca darei a nenhuma nação ou instituição internacional um (poder de) veto sobre a nossa segurança”, disse ele no discurso. Apesar das afirmações, Kerry fez questão de diferenciar suas propostas da atuação do governo de George W. Bush, especialmente em relação à guerra no Iraque - que os americanos realizaram sem o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas). Kerry disse, por exemplo, que com ele na Presidência “só iremos à guerra porque temos que (ir)”. O candidato afirmou ainda que irá “reformar imediatamente os serviços de inteligência para que a política seja guiada por fatos e (para que) os fatos nunca sejam distorcidos pelos políticos”. Para os democratas, o governo Bush distorceu fatos para justificar a guerra no Iraque - que foi, na época da decisão, apoiada pelos próprios democratas. Distância Outro ponto em que o candidato buscou se distanciar do atual governo foi no campo da relação com os seus aliados. Embora tenha dito que não permitiria que outros países vetassem decisões americanas, ele afirmou que os americanos precisam “reconstruir (…) alianças para que possamos pegar os terroristas antes que eles nos peguem”. Para Kerry, existe um jeito “certo e um jeito errado” de ser forte e que “força é mais do (que usar) palavras fortes”. O tema da guerra no Iraque e a política de segurança nacional são tidos como centrais nas eleições americanas deste ano, na opinião de vários analistas políticos. Pesquisas recentes mostram que um dos poucos pontos de vantagem, na visão de muitos eleitores, de Bush sobre Kerry é que o atual presidente seria mais confiável para lidar com esses temas. O senador também reafirmou sua intenção de seguir as recomendações feitas pela comissão que investigou os ataques de 11 de setembro de 2001 a Nova York e Washington. "A comissão nos deu um caminho a seguir endossado por republicanos, democratas e pelas famílias das vítimas de 11 de Setembro. Como presidente, não vou fugir. Vou imediatamente implantar as recomendações daquela comissão." Entre as principais propostas da comissão, estão a criação de um Centro Nacional de Contraterrorismo e a indicação de um funcionário de alto escalão para supervisionar todos os serviços de inteligência dos Estados Unidos. O presidente George W. Bush disse que vai examinar com cuidados as recomendações, mas não se comprometeu com nenhuma mudança. Ele afirmou que aceitava a indicação democrata "em nome da classe média" e dos soldados americanos que estão lutando no exterior. O canditato também defendeu que os empregos americanos devem permanecer no país e afirmou que tentará incentivar empresas do país a não transferir sua produção para o exterior. |
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