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Atualizado às: 06 de agosto, 2004 - 20h08 GMT (17h08 Brasília)
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A Semana: EUA elevam alerta contra o inimigo invisível

Policial em Wall Street
Alerta levou ao aumento da segurança em Nova York
Tropas dos Estados Unidos continuam combatendo insurgentes no Iraque, em confrontos que parecem perpetuar o estado de guerra naquele país.

Mas aos poucos os americanos voltam a se preocupar com o inimigo original e invisível da chamada "guerra ao terrorismo", declarada por Washington depos do 11 de Setembro.

Na semana que termina, a população dos Estados Unidos foi informada que o grupo Al-Qaeda, liderado pelo saudita Osama Bin Laden, estaria planejando ataques contra importantes prédios financeiros.

Entre os supostos alvos, estariam as sedes da Bolsa de Valores de Nova York, em Wall Street, e do FMI (Fundo Monetário Internacional), em Washington.

Segundo o governo, novas informações, passadas por autoridades do Paquistão, indicavam que membros da Al-Qaeda poderiam estar em solo americano vigiando esses alvos e planejando um novo atentado espetacular.

Mas, na terça-feira, o secretário para Segurança Interna, Tom Ridge, teve de vir a público para responder a uma informação trazida pela imprensa no mesmo dia: as "novas" informações que levaram ao alerta laranja seriam de 2000 e 2001.

Ridge deu sua explicação: apesar de as informações serem de até quatro anos atrás, antes mesmo do 11 de Setembro, esses planos ainda poderiam estar sendo colocados em prática pela Al-Qaeda ou algum outro grupo semelhante.

O ex-pré-candidato à Presidência Howard Dean, do Partido Democrata, chegou a sugerir que a decisão de elevar o alerta para laranja teria motivações políticas.

A idéia, segundo ele, teria sido tirar do noticiário o candidato democrata à Casa Branca, senador John Kerry, três dias após o fim da convenção nacional do partido.

Ridge rebateu a insinuação: "Não fazemos política no Departamento de Segurança", disse.

Depois do 11 de Setembro, os serviços de inteligência americanos foram acusados de não terem levado a sério alguns indícios de que os atentados poderiam estar sendo planejados. Agora, aparentemente, Tom Ridge não quer correr o risco de ser acusado de não ter agido enquanto pôde.

O novo alerta contra atentados, independentemente das razões que levaram à sua introdução, indica que, até as eleições presidenciais, a preocupação com a segurança deve aumentar.

Uma amostra foi a reinauguração em Nova York, na terça-feira, da Estátua da Liberdade, que estava fechada desde os ataques de 2001.

A cerimônia de reabertura de um dos símbolos dos Estados Unidos contou com um sofisticado aparato de policiais, detetores de metais e vigilância. Pelo menos até novembro, a tendência é que os americanos tenham que se acostumar cada vez mais com isso.

Tem ainda a economia...

Enquanto a segurança continua sendo tema central da campanha presidencial americana, com o presidente George W. Bush e o senador Kerry tentando provar suas qualidades na área, a economia insiste em embolar o meio-de-campo.

George W. Bush
Bush esperava poder exibir números melhores do nível de emprego

Na sexta-feira, a divulgação dos mais recentes números sobre a geração de empregos no país mostrou que o problema ainda pode dar muita dor de cabeça a Bush.

Segundo dados do próprio governo, no mês de julho foram criadas 32 mil vagas de trabalho. Uma decepção para o mercado, que na semana anterior falava na criação de mais de 200 mil vagas.

Os números de maio e junho também provaram ser piores do que se imaginava. Depois de uma revisão, o governo americano descobriu que na verdade foram criadas nos dois meses 61 mil vagas a menos do que no cálculo anterior.

O índice de desemprego acabou caindo de 5,6%, em junho, para 5,5%, em julho. Mas, a três meses das eleições, Bush certamente esperava números melhores para poder exibir no palanque.

Petróleo "maluco"

O preço do petróleo do mercado internacional continua batendo recorde atrás de recorde.

Há meses que problemas políticos no Iraque, ataques a estrangeiros na Arábia Saudita e o aumento do ritmo de crescimento da economia mundial pressionam o preço dessa valiosa matéria-prima.

Mas, recentemente, a crise envolvendo a empresa petrolífera russa Yukos colocou lenha na fogueira, elevando, na sexta-feira, o preço do petróleo a quase US$ 45.

No dia anterior, a decisão do Ministério da Justiça russo de autorizar a Yukos, acusada de sonegação fiscal, a ter acesso às suas contas bancárias, havia sido revogada. E o mercado não gostou nada da notícia.

Antes disso, na terça-feira, os membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciaram que não teriam como aumentar a produção.

O presidente do cartel, Purnomo Yusgiantoro, disse que não havia nada a fazer, apesar de os preços do petróleo terem chegado ao que ele chamou de patamar "maluco".

Enquanto isso, no Iraque...

Loucura ou não, aqueles que torcem por uma queda do preço do petróleo não devem contar com avanços imediatos num dos pilares dessa crise, o Iraque.

Os seqüestros de estrangeiros por rebeldes continuam, assustando governos e empresas envolvidos em ações militares ou na reconstrução do país.

Militante xiita
Seguidores de Al-Sadr seguem enfrentando tropas dos EUA

Tanto que os Estados Unidos anunciaram, na quarta-feira, um acordo com os outros 30 países que participam da força militar internacional para que ninguém mais ceda em negociações com seqüestradores.

Segundo estimativas, ainda há cerca de 20 estrangeiros nas mãos de grupos rebeldes, cuja exigência mais comum é a retirada de tropas do país da vítima.

Além dos seqüestros, uma nova onda de confrontos indica que o conflito no Iraque está mesmo longe de acabar. Na sexta-feira, os Estados Unidos disseram ter matado mais de 300 insurgentes seguidores do clérigo xiita Moqtada Al-Sadr.

Seu grupo negou a informação, dizendo que o total de mortos era de apenas 36. Mas os novos combates mostram um Iraque que os americanos já tentavam esquecer: o de conflitos abertos entre americanos e insurgentes.

Na noite de quinta-feira, em entrevista à BBC, o general da reserva Tommy Franks, que liderou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos no ano passado, já havia dado a dica.

Segundo ele, as tropas americanas ainda devem permanecer no país por um período de três a cinco anos.

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