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Apesar do medo, Wall Street e Nova York reagem bem a alerta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ganhos foram mínimos, mas ao contrário do que o governo e as empresas americanas temiam, a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) fechou em alta nesta segunda-feira, depois do novo alerta contra possíveis ataques aos Estados Unidos pela rede Al Qaeda. O índice Dow Jones, que mede os papéis da Bolsa de Valores de Nova York, fechou em alta de 0,4%, enquanto o índice Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, subiu 0,2%. “As pessoas estão um pouco mais nervosas e, de fato, tenho visto mais pastores alemães do que gostaria,” disse o corretor Kevin Mulholland, que trabalha no pregão da bolsa nova-iorquina, à BBC Brasil. “Mas acredito que a segurança na Bolsa é mais do que adequada e que as pessoas devem encarar o trabalho normalmente.” Segurança reforçada Até mesmo os papéis do Citigroup, que de acordo com o Departamento de Segurança Doméstica dos EUA poderia ter sua sede atacada pela Al Qaeda, tiveram uma leve alta, de US$ 0,23, fechando a US$ 44,32. Mesmo estando sob o nível de alerta laranja, código para “alerta alto,” desde setembro de 2001, Nova York não experimentava tamanha tensão desde os dias que sucederam o atentado ao World Trade Center. Para garantir a continuidade do trabalho na região de Wall Street e na parte central da ilha de Manhattan, endereço dos principais bancos e corretoras do mundo, o chefe de polícia de Nova York, Ray Kelly, tem-se reunido com a direção dessas instituições para reforçar seu esquema de segurança. “Aconselhamos a todos os gerentes de prédios da cidade a reforçarem seu esquema de segurança e vigiarem de perto o acesso a eles,” disse Kelly numa entrevista coletiva. Entre outras medidas, o tráfego para veículos comerciais foi fechado nas regiões sul e central de Manhattan, causando engarrafamentos no distrito de Queens e no estado vizinho de Nova Jersey. Na região de Wall Street, cerca de mil policiais conferem cédulas de identidade e revistam bolsas e sacolas de quem tenta entrar em prédios considerados alvos em potencial para ataques. Estátua da Liberdade “Esta é a primeira vez que venho à cidade depois de 11 de setembro e fiquei impressionada com o policiamento ostensivo”, disse a turista Paula Hanson, à BBC Brasil. “Mas infelizmente, diante de ameaças como essas temos que nos sujeitar aos novos tempos.” Acompanhada de dois filhos adolescentes, Hanson pretende visitar a Estátua da Liberdade, que reabre nesta terça-feira sob intensa proteção para turistas. O interior do monumento estava fechado desde os ataques de 2001. Policiais municipais e agentes do FBI vão monitorar a estátua de perto, fazendo patrulhas aéreas e marítimas. Os visitantes, que terão que passar por dois detetores de metal para entrar na estátua, também não poderão subir as escadarias em seu interior, que poderá ser visto através de uma parede de vidro. Suprimentos Apesar de demonstrar calma e resignação com as novas medidas de segurança, o nova-iorquino tem comprado mais suprimentos básicos e medicamentos de primeiros-socorros. “Desde domingo tenho observado uma procura significativa por água mineral e itens de primeira necessidade,” disse Don Blackman, gerente de uma filial da rede de drogarias Duane Reade. A Cruz Vermelha dos Estados Unidos recomenda que a população americana elabore um plano pessoal de evacuação e se prepare com antecedência para tomar medidas de primeiros-socorros numa situação de emergência. A organização recomenda também que no caso de um ataque, as pessoas tenham em mente um lugar de abrigo para onde possam levar comida enlatada, água e remédios. |
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