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Análise: Alerta de segurança nos EUA desta vez é diferente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Guerra do Iraque deixou manchas na reputação dos serviços de inteligência e, por isso mesmo, é fácil entender por que cada notícia de novos alertas de segurança é recebida com desconfiança. Há até quem encontre motivos políticos por trás da elevação dos níveis de alerta nos Estados Unidos. Ela seria uma tentativa de desviar a atenção do candidato democrata à Presidência, John Kerry. Kerry ganhou bastante espaço nos noticiários antes e durante a convenção do Partido Democrata em Boston, que confirmou a candidatura dele na semana passada. No entanto, esse último alerta de segurança é diferente de todos os outros. As informações que levaram à última elevação do alerta seriam altamente detalhadas e provenientes de várias fontes. Alerta O alerta também é bastante específico no que diz respeito aos alvos: instituições financeiras em Nova York, no norte de Nova Jersey e em Washington. Esse alerta parece ter sido provocado por informações fornecidas por um suposto especialista em comunicações da Al-Qaeda, preso no Paquistão há algumas semanas. Ao longo de vários anos, a Al-Qaeda teria feito esforços exaustivos e detalhados para estudar alvos importantes do setor financeiro, segundo as tais provas documentais da inteligência. A implicação disso é que as preparações para ataques podem estar bastante adiantadas, e o estado de alerta pode fazer parte de uma operação mais abrangente para impedir que eles sejam realizados. Eleições Com a proximidade das eleições presidenciais de novembro, crescem os temores de que a Al-Qaeda esteja montando uma superoperação nos Estados Unidos com o objetivo de influenciar o resultado do pleito. Já há até quem trace paralelos entre os atentados aos trens de Madri, pouco antes das eleições-gerais na Espanha, em março. No entanto, para a Al-Qaeda, o senador Kerry seria no poder um oponente tão implacável quanto George W. Bush. Além disso, seja qual for a avaliação da Al-Qaeda, é muito difícil prever que impacto eleitoral um ataque de grande escala teria. |
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