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Guantánamo: militares analisam validade de prisão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Forças Armadas americanas instalaram um tribunal para decidir se um dos prisioneiros mantidos na base militar de Guantánamo, em Cuba, está sendo detido legalmente. É a primeira vez que prisioneiros lá mantidos poderão apresentar uma defesa formal. Uma comissão composta por três militares vai analisar se o prisioneiro a ser julgado está sendo detido legalmente como um combatente inimigo ou se dever ser libertado. Com o passar do tempo, todos os cerca de 600 prisioneiros de Guantánamo devem passar pelo mesmo processo. Informações secretas O anúncio do começo dos julgamentos acontece depois que a Suprema Corte americana decidiu, em junho, que os prisioneiros podem contestar sua prisão nos tribunais dos Estados Unidos. Nas audiências iniciadas nesta sexta-feira em Guantánamo, os representantes dos prisioneiros perante os juízes também serão militares, o que rendeu críticas a todo o procedimento. Durante as sessões, os detidos poderão testemunhar e solicitar depoimentos, mas não terão acesso a informações secretas a seu próprio respeito que estão em poder das forças americanas. A intenção dos americanos, segundo porta-voz, é completar a análise dos casos em um prazo de entre 30 e 120 dias. Julgamentos Os Estados Unidos também anunciaram que os primeiros julgamentos militares dos prisioneiros de Guantánamo devem começar no dia 23 de agosto. Um australiano e três suspeitos de fazerem parte da Al-Qaeda originados do Iêmen e do Sudão foram selecionados para audiências preliminares. Eles foram acusados formalmente por crimes relacionados a terrorismo. Os advogados do australiano David Hicks se queixaram de que não vão ter tempo suficiente para preparar o caso. |
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