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Franceses soltos em Guantánamo chegam a Paris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quatro franceses detidos sem julgamento pelos Estados Unidos na base militar de Guantánamo chegaram à França. A expectativa é de que eles serão interrogados pela polícia. Os prisioneiros tinham sido capturados por tropas americanas no Afeganistão e a sua devolução à França tinha sido pedida pelo principal promotor público anti-terrorismo do país, Jean Louis Bruguière. Acredita-se que três outros franceses detidos em Guantánamo não foram transferidos para seu país. Sem advogados A rádio France Info afirma que não se sabe sob quais condições os detidos foram entregues à França. Cerca de 600 pessoas de 40 países estão detidas na base de Guantánamo sob suspeita de envolvimento com terrorismo. Outros 135 já foram soltos. A nenhum deles foi permitido acesso a parentes ou advogados. No começo do mês, o governo americano anunciou que vai criar novas comissões militares para revisar a situação legal dos prisioneiros mantidos As comissões serão compostas de três oficiais, sendo que pelo menos um deles será um advogado militar. Mas o Pentágono disse que os detentos continuarão sem acesso a um advogado civil para lhes dar assistência. A defesa será feita com a ajuda de um oficial militar a ser destacado para a função. A decisão ocorreu depois do parecer anunciado pela Suprema Corte americana, que decidiu no mês passado que todos os presos em Guantánamo têm direito a contestar suas prisões em tribunais civis americanos. |
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