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EUA e Europa 'decepcionam' Annan no combate à Aids | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, atacou a falta de compromisso de governos do mundo todo na luta contra a Aids e pediu que os países se unam para prover liderança e recursos para combater a doença. Em entrevista à BBC em Bangcoc, na Tailândia, onde acontece a 15ª Conferência Internacional sobre a Aids, ele disse que a luta contra o terrorismo estava ofuscando a epidemia da doença. Annan se mostrou desapontado com os Estados Unidos e a Europa que, segundo ele, não estão fazendo o suficiente para ajudar o Fundo Global de Combate a Aids. Annan perguntou onde está a "solidariedade internacional" contra a Aids em uma época em que bilhões de dólares estão sendo investidos na luta contra o terrorismo internacional. Projetos Em tom de reprovação, Annan apontou os Estados Unidos como sendo um país particularmente lento na doação de recursos. Ele se disse frustrado que parte dos US$ 15 bilhões prometidos pelo governo americano para programas de combate à Aids fora dos Estados Unidos ainda não estava chegando ao Fundo Global. O Fundo Global foi concebido por Kofi Annan como um meio de combater as doenças que mais matam no mundo. Ele é financiado por doadores privados e governos dos países ocidentais. Annan também afirmou que Bush está preocupado com o impacto da Aids, mas que precisava alocar recursos para a luta contra a doença. Sobre os assuntos abordados na conferência de Bangcoc, Annan criticou o que ele chamou de falso debate sobre qual seria a melhor maneira de prevenir o avanço da doença: abstinência ou uso de preservativos. Segundo o secretário-geral da ONU, essa discussão não ajuda em nada, já que ambas são formas de prevenção e têm como objetivo baixar as taxas da doença. |
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