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Atualizado às: 06 de março, 2008 - 20h41 GMT (17h41 Brasília)
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Nicarágua rompe relações com Colômbia
Equador diz ter elevado presença militar na fronteira com Colômbia
Equador eleva presença militar na fronteira com Colômbia
O presidente Daniel Ortega anunciou nesta quinta-feira que a Nicarágua está cortando relações diplomáticas com a Colômbia.

O anúncio foi feito em uma entrevista coletiva em Manágua logo depois de um encontro com o presidente do Equador, Rafael Correa.

Ao lado de Correa, Ortega disse que a medida foi tomada em "solidariedade ao povo equatoriano" e por causa das "reiteradas ameaças militares por parte do governo colombiano".

No último sábado, as tropas colombianas bombardearam um acampamento de rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) dentro do território equatoriano.

Grupo do Rio

Correa visitou Manágua a caminho da República Dominicana, onde participa, nesta sexta-feira, de um encontro do Grupo do Rio juntamente com outros chefes de Estado.

Durante seu encontro com Ortega, o mandatário equatoriano pediu que o grupo "condene claramente" a Colômbia por realizar a incursão em seu país.

Em Caracas, também nesta quinta-feira, Correa já havia exigido que a comunidade internacional condenasse a Colômbia – apesar de se dizer "satisfeito" com a resolução aprovada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) na quarta-feira que reconheceu a violação da soberania territorial do Equador.

Colômbia

No ataque de sábado, a Colômbia matou um dos líderes das Farc, Raúl Reyes, e apreendeu no acampamento laptops e pendrives com informações sobre as operações e contatos dos rebeldes.

As autoridades em Bogotá anunciaram que uma equipe de especialistas em computadores da Interpol deve chegar ao país na semana que vem para ajudar a investigar a informação contida nos equipamentos.

Também nesta quinta-feira, o vice-ministro da Energia, Manuel Maiguashca, acusou as Farc de explodir um oleoduto no sudoeste do país, em uma suposta represália pela incursão no Equador.

O oleoduto transportava 100 mil barris de petróleo por dia da floresta colombiana a um porto no Pacífico. A expectativa é de que demore três dias para que ele seja consertado.

Outro ministro colombiano, o titular da Fazenda, Oscar Iván Zuluaga, manifestou preocupação com o anuncio feito nesta quinta-feira pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, de que, devido à crise diplomática, cogita nacionalizar as empresas colombianas que atuam em seu país.

Zuluaga disse à rádio colombiana Caracol que o anúncio de Chávez descortina uma "situação bem difícil".

"Espero que se respeite o direito à propriedade e que, caso seja tomada uma decisão nesse sentido, o valor das empresas seja pago aos empresários como ocorreu em decisões passadas."

Manifestações

Em várias cidades da Colômbia, a quinta-feira foi marcada por manifestações convocadas para protestar contra a violência de grupos paramilitares de direita que atuam no país.

Os manifestantes marcharam com fotos de familiares que foram vítimas dos paramilitares.

O principal grupo paramilitar de direita, as Autodefesas Unidas da Colômbia, é acusado de matar milhares de pessoas em sua luta contra as Farc nas florestas do país.

As passeatas ocorrem cerca de um mês depois de uma jornada de manifestações realizadas em várias cidades do mundo contra as Farc.

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