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Grupos rebeldes de Darfur chegam a acordo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A maioria dos grupos rebeldes da região de Darfur, no Sudão, chegou a um acordo para uma reunião "final" com o governo do Sudão dentro de dois ou três meses. As oito facções estão negociando desde sexta-feira para colocar um fim às suas divisões - que são vistas como um grande fator para que o conflito de quatro anos continue. Mas um dos mais importantes líderes rebeldes da região boicotou a reunião, que está ocorrendo na Tanzânia. O acordo ocorre depois da decisão da semana passada, de enviar 26 mil soldados das tropas de paz da ONU e da União Européia para Darfur. As facções chegaram a uma "plataforma comum na divisão de poder, de riquezas, nas questões de segurança, terra e humanitárias, para as negociações finais", afirmaram em uma declaração final. Otimismo "Temos uma posição coletiva de negociação conjunta, que acredito ser muito frutífera, construtiva e positiva", disse o líder rebelde Ahmed Hussein. "E acredito que vai pavimentar o caminho para um novo processo político significativo e positivo para resolver as causas do conflito em Darfur", acrescentou. Um dos mais importantes líderes rebeldes, Abdul Wahid Mohammad Ahmed al-Nur, da grande facção do Movimento de Liberação do Sudão, boicotou a reunião. O enviado especial da União Africana a Darfur, Salim Ahmed Salim, disse à BBC que Nur deveria aproveitar a oportunidade para deixar diferenças de lado e se juntar ao processo de paz. "Algo que posso dizer sem qualquer contradição, é que eles (os grupos rebeldes) realmente fizeram o melhor que podiam para apresentar uma posição comum, para trabalhar em uma opinião única quando se fala em termos de negociação", disse Salim. O conflito em Darfur, uma província no oeste do Sudão que tem um território maior do que o da França, já dura quatro anos. Pelo menos 200 mil pessoas morreram e mais de 2 milhões foram obrigadas a deixar suas casas desde 2003. Milícias formadas por africanos muçulmanos de origem árabe, denominadas Janjaweed, são acusadas de crimes de guerra, assassinatos, estupros e roubos contra a população negra africana da região. O governo do Sudão é acusado de apoiar essas milícias. |
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