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ONU suspende sanção contra diamantes da Libéria
Diamantes
Sanção visava impedir venda de 'diamantes de sangue'
O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu nesta sexta-feira acabar com a sanção contra diamantes exportados pela Libéria.

A sanção havia sido imposta em 2001 para interromper a venda dos chamados "diamantes de sangue" que provocam conflitos em países da África Ocidental.

De acordo com correspondentes internacionais, a ONU decidiu que a Libéria conseguiu avanços significativos, mas que o país ainda precisa certificar que os diamantes vendidos não são produzidos em zonas de conflito.

Há dois anos, a Libéria elegeu Ellen Johnson-Sirleaf, a primeira presidente democraticamente escolhida desde o fim da guerra civil no país.

Processo Kimberley

A resolução contra o fim da sanção foi aprovada por unanimidade pelos 15 países do Conselho. Ela também prevê uma revisão da decisão depois de 90 dias, de acordo com o representante britânico no Conselho, o embaixador Emyr Jones Parry.

Aproximadamente metade dos diamantes do mundo vem da África central, ocidental e austral, de países como Angola, Congo, Serra Leoa e Libéria.

A presidente Johnson-Sirleaf vinha pressionando para que a sanção fosse derrubada, argumentando que o país precisava desesperadamente de recursos internacionais para melhorar o padrão de vida na Libéria.

No país, há 85% de desempregados. Segundo a correspondente da BBC nas Nações Unidas Laura Trevelyan esta chance é importante para criação de empregos e para melhorar a economia da Libéria.

De acordo com a resolução da ONU, a Libéria terá de participar agora do Processo Kimberley, para certificar a comunidade internacional de que o dinheiro obtido com a venda de diamantes não volte para as zonas de conflito.

O Processo Kimberley, estabelecido em maio de 2000, rastreia a origem dos diamantes vendidos no mercado mundial.

Esta é a segunda moção de apoio que a Libéria recebe desde a chegada de Johnson-Sirleaf ao poder. Em junho do ano passado, um embargo contra madeira liberiana também foi suspenso.

Johnson-Sirleaf, que está no cargo desde 2006, é a primeira mulher a presidir um país africano.

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