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Angola vai processar diamantes brutos no país | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira planta de processamento de diamantes de Angola começou a operar nesta sexta-feira. O projeto desafia o monopólio da De Beers, empresa do conglomerado AngloAmerican, que exporta o diamante angolano bruto para Londres. A instalação da fábrica foi possível graças a uma sociedade entre a estatal angolana Endiama e o grupo israelense de mineração de diamantes LLD, controlado pelo magnata israelense Lev Leviev. Maior do gênero na África, a fábrica foi planejada para cortar e lapidar mensalmente o equivalente a US$ 20 milhões (cerca de R$ 44 mi) de diamantes brutos de Angola, onde está uma das maiores reservas da pedra preciosa em todo o mundo. Segundo o Ministério angolano para Geologia e Minas, a ex-colônia portuguesa produz anualmente quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,2 bi) em diamantes brutos e almeja dobrar a extração do mineral em 2006. A alta das cotações do diamante no mercado internacional, a oferta limitada da pedra e o fim dos 27 anos de guerra civil estão atraindo companhias mineradoras para Angola, que poderá se tornar em um dos maiores produtores mundiais de pedras preciosas nos próximos anos, de acordo com especialistas do setor. Exportado na forma bruta Apenas uma pequena parte dos diamantes extraídos na África é processada nesse continente. Por isso, os empregos qualificados e boa parte da renda gerada na atividade acabam ficando fora do continente africano. A maior parte do diamante extraído na África é exportada na forma bruta diretamente para Londres pela gigante De Beers. Em Londres, os diamantes são misturados com pedras preciosas de outros países e depois processados, muitas vezes na Índia, onde os custos são mais baixos. "É completamente possível processar na própria África cerca de 70% da produção local de diamantes", disse Leviev, cuja empresa possui receita de mais que US$ 2,5 bilhões ao ano. A empresa de Leviev possui unidades de lapidação de diamantes na Rússia, Armênia, África do Sul e Namíbia. A fábrica angolana, situada em um distrito industrial no sul da capital Luanda, não tem janelas, como medida de segurança, e emprega 600 pessoas, algumas delas mutiladas durante a guerra civil. |
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