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Eleições no Timor Leste se encaminham para segundo turno | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Está quase certa a necessidade de um segundo turno nas eleições presidenciais do Timor Leste, o que prolonga o risco de instabilidade política no país asiático. Com 70% dos votos já apurados, três candidatos dividem a preferência dos eleitores, que foram às urnas na segunda-feira. O primeiro-ministro José Ramos Horta, o líder do partido governista Fretilin, Francisco "Lu-Olo" Guterres, e o presidente do Partido Democrata, Fernando "Lasama" de Araújo, têm cada um cerca de 21% dos votos. "É muito provável que tenhamos um segundo turno", disse o porta-voz da comissão eleitoral, Martinho Gusmão, nesta quarta-feira. "Tudo indica a realização de um segundo turno", afirmou Ramos Horta. "Qualquer que seja o resultado, nós devemos respeitá-lo e aceitá-lo pacificamente", disse o primeiro-ministro, que recebeu um prêmio Nobel da Paz em 1996 por defender a independência do Timor Leste da Indonésia. Para que a eleição se defina ainda no primeiro turno, é necessário que um dos oito candidatos obtenha uma maioria de 50%. Os resultados oficiais devem ser divulgados no dia 16 de abril. Esta é a primeira eleição presidencial no Timor Leste desde que o país ficou independente da Indonésia, em 2002. Muitos esperam que a eleição ajude a resolver as tensões políticas e a instabilidade no país. No ano passado, choques entre facções militares rivais acabaram em distúrbios nas ruas que deixaram 30 mortos. Agora, analistas esperam que a necessidade de segundo turno não desencadeie uma nova onda de violência. Antes da votação de segunda-feira, também havia temores de distúrbios, mas o pleito transcorreu sem problemas. Segundo observadores internacionais, apesar de algumas falhas técnicas, as eleições transcorreram de forma pacífica. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou o pleito. Seu gabinete emitiu nota destacando "a atmosfera geral de ordem e calma" em que a votação foi realizada. O governo da Austrália também elogiou a condução das eleições e disse que deverá reduzir o número de soldados no país (que foram enviados em maio do ano passado, durante os distúrbios). O atual presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, já anunciou que pretende se candidatar ao cargo de primeiro-ministro no final do ano. |
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