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Atualizado às: 08 de abril, 2007 - 23h34 GMT (20h34 Brasília)
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Timor Leste escolhe 1º presidente após a independência
Pessoas carregando urnas em Dili
Observadores acreditam que eleição transcorrerá sem incidentes
As urnas foram abertas no Timor Leste, onde nesta segunda-feira os eleitores na ex-colônia portuguesa vão escolher um novo presidente.

Esta é a primeira eleição presidencial no país desde que o Timor Leste se separou da Indonésia, há cinco anos.

Oito candidatos estão disputando o pleito, entre eles o primeiro-ministro, José Ramos Horta. O atual presidente, Xanana Gusmão, não busca a reeleição.

Segundo o correspondente da BBC em Dili Jonathan Head, os eleitores começaram a chegar às seções eleitorais bem cedo, quando ainda estava amanhecendo no país e muito antes das urnas abrirem.

Alta participação prevista

A expectativa é que a eleição tenha uma alta porcentagem de participação dos eleitores nos mais de 500 centros de votação, muitos deles em vilarejos remotos nas montanhas.

A presença de uma força militar internacional, liderada por soldados da Austrália, ajudou a estabilizar o Timor Leste para a votação.

Apesar disso, a campanha eleitoral foi prejudicada por episódios de violência envolvendo grupos rivais.

Ao longo dos últimos meses, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas em conflitos envolvendo as diferentes facções políticas do país.

Ainda assim, monitores independentes não acreditam que eles foram sérios a ponto de influenciar o resultado do pleito.

Os observadores também acham que a eleição deve transcorrer sem incidentes sérios - apesar de denúncias de intimidação contra alguns candidatos.

Divisões

Em um pronunciamento neste domingo, Xanana Gusmão pediu aos timorenses que participem da eleição de maneira pacífica.

Mas há temores quanto a como os candidatos derrotados vão aceitar o resultado do pleito e as eleições parlamentares, que devem ser realizadas também neste ano.

Em abril e maio do ano passado, o país viveu uma crise marcada por conflitos armados entre facções rivais da Polícia e do Exército que obrigou 100 mil pessoas a deixarem suas casas.

A crise reabriu profundas divisões na sociedade timorense que vêm desde os tempos do domínio indonésio e se fazem sentir até hoje.

O Timor Leste se tornou independente da Indonésia em 2002 após 25 anos de uma ocupação que reprimiu a oposição política e deixou mais de 100 mil mortos.

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