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Eleição presidencial no Timor se encerra sem incidentes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A votação nas primeiras eleições presidenciais do Timor Leste desde sua independência, em 2002, foi encerrada nesta segunda-feira. Pouco mais de 500 mil pessoas estavam aptas a votar, e as filas começaram a se formar antes mesmo do amanhecer. Oito candidatos disputam o cargo hoje ocupado por Xanana Gusmão, ex-comandante rebelde que vem liderando o país desde que o país ficou independente da Indonésia. "Estou feliz porque temos o direito de votar e escolher o presidente certo", disse Gusmão, ao depositar seu voto. 'Livres e justas' Ele disse que pretende se candidatar ao cargo de primeiro-ministro, em uma nova votação em junho, para os cargos legislativos. O pleito desta segunda-feira está sendo visto como um teste para o próximo. Observadores internacionais destacados para acompanhar a votação disseram que houve poucos incidentes. "Apesar de algumas falhas e de alguma intimidação, pode-se dizer que a eleições foram livres e justas", disse o primeiro-ministro José Ramos-Horta. Ele, que é ganhador do prêmio Nobel da Paz, é visto como um dos candidatos favoritos nesta eleição. Seus principais rivais são o presidente do partido Fretilin, Francisco Guterres, e o líder do Partido Democrata, Fernando "Lasama" de Araújo. O resultado oficial deve sair em 16 de abril, mas um porta-voz da comissão eleitoral disse que os primeiros números podem ser divulgados já nesta terça-feira. Analistas dizem ser difícil que um candidato ganhe com maioria absoluta, o que pode levar o país a um segundo turno no mês que vem. Tensão Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, os timorenses esperam que as eleições ajudem a resolver as tensões e a instabilidade políticas no país. No ano passado, confrontos entre facções militares rivais resultaram na morte de 30 pessoas. Os policiais e soldados estrangeiros enviados ao Timor Leste na época dos confrontos continuam no país. Cerca de 3 mil deles foram mobilizados para garantir a segurança nas eleições. Segundo o correspondente da BBC em Dili, Jonathan Head, a ONU deve permanecer no Timor ainda por vários anos. |
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