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Ex-assessor de vice dos EUA é culpado por perjúrio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal dos Estados Unidos considerou culpado nesta terça-feira o ex-assessor do governo americano Lewis Libby por perjúrio (mentir em um tribunal de júri, sob juramento), obstrução da justiça e falso testemunho. Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney, pode ser condenado a até 25 anos de prisão. A sentença deve ser divulgada em junho. Ele foi acusado de mentir em um tribunal e a investigadores do FBI (a polícia federal americana) sobre fatos a respeito da divulgação ilegal da identidade da agente Valerie Plame, da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos). No julgamento encerrado nesta terça-feira, Libby foi considerado inocente em uma acusação de falso testemunho e culpado em duas acusações de perjúrio, uma de obstrução da justiça e uma de falso testemunho. Vazamento A identidade de Plame foi divulgada a jornalistas em 2003, depois que o marido dela, o ex-embaixador americano Joseph Wilson, publicou no jornal americano The New York Times um artigo em que dizia que uma das principais razões para a invasão do Iraque não tinha fundamento. A revelação da identidade de um agente secreto da CIA, como era Plame, é crime nos Estados Unidos. Wilson acusou a Casa Branca de vazar a conexão de Plame com a CIA para acabar com a reputação dele ou como vingança por suas críticas. A Casa Branca rejeita as alegações. No julgamento, o que foi analisado foi o possível acobertamento de quem teria vazado o nome da agente da CIA, e não quem o teria vazado. 'Lapsos' Libby havia dito em um tribunal e a investigadores do FBI que ele só ficara sabendo da identidade de Plame por meio da imprensa. No entanto, várias testemunhas ouvidas no caso disseram que ele falou sobre a identidade da agente antes da data em que disse que tomou conhecimento dela. "Ele alega que esqueceu de nove conversas com oito pessoas durante um período de quatro semanas", disse o promotor Peter Zeidenberg em suas considerações finais. A defesa alegou que Libby teve lapsos de memória, resultado da pressão das inúmeras responsabilidades que tinha como assessor da Casa Branca. "Ele foi bombardeado com uma quantidade imensa de informações", disse o advogado de defesa Theodore Wells. |
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