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Atualizado às: 28 de outubro, 2005 - 19h39 GMT (16h39 Brasília)
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Saiba quem é I. Lewis Libby, assessor de Cheney
Lewis Libby
Lewis Libby foi indiciado na sexta-feira pelo grande júri federal
O nome I. Lewis Libby não costumava freqüentar as discussões das pessoas de fora do mundo da política americana.

Mas isso até ele se ver envolvido no inquérito sobre o vazamento da identidade de uma agente da CIA, que era a mulher de um crítico proeminente da política da Casa Branca para o Iraque.

Como assessor-chefe do vice-presidente Dick Cheney, Libby esteve envolvido em quase todas as grandes decisões tomadas pelo governo Bush.

Ele renunciou ao cargo imediatamente após o grande júri federal indiciá-lo por cinco acusações no caso do vazamento do nome da agente. As acusações incluem declaração falsa, obstrução da Justiça e perjúrio.

Prisão e multa

Os promotores dizem que ele está sujeito a uma pena máxima de 30 anos de prisão e uma multa de até US$ 1,24 milhão se for condenado.

Considerado um neo-conservador radical – formado em Yale pelo ex-subsecretário da Defesa Paul Wolfowitz –, Libby tem sido descrito como "uma força multiplicadora para a agenda e as posições de Cheney".

Ele teve um papel chave em compilar as alegações da Casa Branca sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque, e os opositores disseram que ele tentou estabelecer um grande número de alegações falsas que foram usadas para montar a argumentação contra Saddam Hussein.

Elas incluíam a afirmação de que um agente de Saddam encontrou em Praga um dos líderes dos seqüestradores dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA, poucos meses antes dos atentados.

Libby também foi criticado após os relatos de que ele se encontrou com funcionários do Pentágono antes de um grande contrato para reparar os poços de petróleo do Iraque ter sido concedido à Halliburton, a antiga empresa de Cheney.

Governo Reagan

Libby era um advogado antes de se tornar assessor de Wolfowitz no Departamento de Estado em 1981, no início do governo Ronald Reagan.

Após uma nova temporada no setor privado, ele retornou à equipe de Wolfowitz em 1991, desta vez no Pentágono durante o governo de George Bush pai.

Foi lá que um documento político que ele escreveu, pedindo para os EUA aumentarem sua força militar a um ponto no qual não pudessem ser desafiados, chamou a atenção de Cheney, que era então o secretário da Defesa.

Libby é também um experimentado esquiador e o autor de um romance muito bem recebido pela crítica em 1996, The Apprentice (O Aprendiz, em tradução livre), uma história de amor e crime passado na zona rural do Japão em 1903.

Em uma entrevista à TV para promover uma nova edição do livro em 2002, Libby disse ao apresentador Larry King: "Eu sou um grande fã do vice-presidente. Eu acho que ele é uma das pessoas mais inteligentes e honradas que já conheci".

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