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Atualizado às: 21 de outubro, 2005 - 12h02 GMT (09h02 Brasília)
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Problemas internos derrubam popularidade de Bush

Bush enfrenta críticas até de seus partidários em Washington
Bush enfrenta críticas até de seus partidários em Washington
O presidente americano, George W. Bush, está enfrentando crescentes dificuldades políticas até mesmo entre seus partidários.

Durante uma entrevista coletiva com o líder palestino, Mahmoud Abbas, na quinta-feira, Bush foi questionado várias vezes a respeito de questões domésticas incluindo sua polêmica decisão de nomear sua ex-advogada pessoal para a Suprema Corte americana.

"Há muitos distúrbios na Casa Branca: o vazamento da investigação da CIA, os conservadores se manifestando, críticas do Congresso devido à nomeação de Harriet Miers. O quanto estes problemas preocupam a Casa Branca e como você está lidando com isso", perguntou um dos jornalistas.

"Há algum barulho, muita tagarelice, mas o povo americano espera que eu faça o meu trabalho e é isso que vou fazer", respondeu Bush com a voz aparentemente tensa.

Dois nomes

Há dois nomes e duas dores de cabeça para George W. Bush.

O primeiro é Harriet Miers, advogada, amiga e, agora, o nome escolhido por Bush para a Suprema Corte, atacada pela direita por ser um nome muito leve e, pela esquerda, como assecla de Bush.

E há também Karl Rove, o arquiteto dos triunfos de Bush, agora enfrentando uma acusação por seu papel em um escândalo em que até a Guerra no Iraque é citada.

No setor de centros de pesquisa de Washington, os conservadores são vistos como os preocupados, os liberais, como os que estão rindo. As pesquisas mostram um índice de aprovação de 38% para o presidente, o mais baixo da administração Bush.

"São reações à performance, ao Iraque, ao Katrina e à falta de progresso em uma série de questões domésticas. Ver os republicanos da administração com problemas devido acusações apenas adiciona combustível ao fogo do descontentamento", disse Andrew Kohut, do Centro de Pesquisa Pew.

Controle de danos

Entrentanto, em Louisville, Estado do Kentucky, o grupo de Seminário Batista do sul dos Estados Unidos, que levantou fundos para a campanha de Bush, ainda amam o presidente.

Mas eles estão preocupados com fato da missão de Bush estar sendo abalada pelos eventos atuais.

"Com questões como aborto, eutanásia, pesquisa com células-tronco embrionárias e com o ameaçador aumento da campanha para os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, tudo isso significa que precisamos de liderança presidencial e precisamos disso agora", disse Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico da Igreja Batista do Sul.

Há um ano tudo parecia diferente.

Um presidente republicano reeleito para a Casa Branca aumentava sua maioria republicana em Washington e, nas regiões centrais dos Estados Unidos, em lugares como Kentucky, havia até conversas a respeito de uma revolução conservadora.

Mas, atualmente, as conversas giram em torno do controle de danos e oportunidades perdidas.

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