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Comandante dos EUA vê distância entre tropas e opinião pública | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general Richard Myers, maior autoridade militar dos Estados Unidos no Iraque, disse nesta sexta-feira que há um descompasso entre o sentimento das tropas envolvidas na guerra e a forma como a população americana vê o conflito. Myers acaba de voltar de uma viagem ao Iraque e outros lugares onde os Estados Unidos mantêm tropas, como o Afeganistão e o Leste da África, a fim de, nas suas palavras, "tomar o pulso" dos militares. "O que nós observamos durante a nossa viagem é muito consistente com o que nós vínhamos vendo e com os relatos dos nossos comandantes em terra. E estou preocupado com o fato de que parece haver uma distância crescente entre o que as pessoas ouvem aqui nos Estados Unidos e o que nós vimos nesta viagem". Myers disse que os soldados entendem as suas missões e o moral deles está excepcionalmente alto, mas ressalvou que o mais importante para que eles sejam bem-sucedidos é a determinação do povo americano. Protestos antiguerra O general repetiu o argumento do presidente George W. Bush de que o sucesso da Al Qaeda no Iraque levaria instabilidade para todo o Oriente Médio e intensificaria atentados "terroristas" no mundo. As declarações de Myers são parte de uma ofensiva política da administração Bush iniciada na semana passada. O presidente e outros membros importantes da sua administração foram a público para defender a política americana para o Iraque, em uma resposta aos pequenos, mas enérgicos, protestos antiguerra que vêm atraindo a atenção da mídia do país. A principal preocupação do governo, no entanto, é com a queda do apoio da população à guerra no Iraque. |
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