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Acampada em rancho de Bush, mãe de soldado exige encontro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A mãe de um soldado americano que morreu no Iraque está atraindo simpatizantes e a atenção da mídia americana com o seu protesto na frente do rancho do presidente George W. Bush em Crawford, Texas. Acampada há quase uma semana em uma estrada perto da propriedade onde o presidente passa as suas férias, Cindy Sheehan quer pedir pessoalmente a Bush que retire as tropas do Iraque. "Por que George Bush matou o meu filho? Qual era a nobre causa pela qual meu filho morreu?", pergunta Sheehan, cujo filho, Casey, foi morto cinco dias depois de ter chegado ao Iraque. "Eu não acho que uma guerra de agressão a um país que não era uma ameaça aos Estados Unidos seja nobre. Eu quero saber, George Bush, se você pensa que esta é uma causa nobre, encoraje as suas filhas a ir até lá tomar o lugar de um soldado que queira voltar para casa." Ela diz que, se Bush não recebê-la, ela vai ficar na frente do seu rancho durante todas as suas férias e, se preciso, levará o protesto para a Casa Branca. Dentro do rancho, o presidente disse que simpatiza com situação de Sheehan, mas não concorda com as suas opiniões. "Eu também ouvi as vozes daqueles dizendo 'saia agora' e eu pensei no desejo sincero deles de reduzir a perda de vidas ao retirar as tropas. Eu simplesmente discordo totalmente. Tirar as tropas enviaria um sinal terrível ao inimigo", afirmou o presidente. A Casa Branca tem recusado o pedido de Sheehan, dizendo que os dois já se encontraram. Ela estava num encontro de pessoas que perderam familiares no Iraque, do qual Bush participou, em junho do ano passado. Sheehan, no entanto, diz que desde então aumentaram as dúvidas sobre a legitimidade da guerra. O seu protesto pode ser pequeno, mas está atraindo apoio de mulheres que perderam os filhos no Iraque e a atenção da mídia, especialmente num momento em que aumenta a impaciência do povo americano para saber quando as 138 mil tropas voltarão para casa. |
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