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Atualizado às: 09 de agosto, 2005 - 21h48 GMT (18h48 Brasília)
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Ataques matam pelo menos 21 pessoas no Iraque
Soldados americanos carregam corpo com cadáver em Bagdá
Ataque matou um americano e pelo menos seis iraquianos em Bagdá
Ataques de insurgentes no Iraque mataram pelo menos 20 civis iraquianos e um soldado americano nesta terça-feira.

O militar dos Estados Unidos morreu em Bagdá, onde o comboio em que viajava foi atacado em um cruzamento. Seis civis foram mortos e outros 90 ficaram feridos no ataque, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Ainda nesta terça-feira, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, indicou que os líderes políticos do país podem não chegar a um acordo sobre a nova Constituição até 15 de agosto, prazo que foi estabelecido anteriormente.

“Se algum tema bloquear nosso trabalho, então um pouco mais de tempo pode ser necessário”, disse Jaafari, segundo a Associated Press.

E o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que armas fabricadas no Irã foram encontradas no Iraque.

Armas

Sem dar muitos detalhes sobre o caso, Rumsfeld disse que não há dúvidas sobre a origem dos armamentos e, apesar de admitir que a fronteira entre o Irã e o Iraque é bastante longa, afirmou que o governo iraniano não está ajudando ao permitir que as armas passem para o outro lado.

De acordo com cálculos da Associated Press, a morte do soldado americano nesta terça-feira leva o total de baixas fatais sofridas pelo Exército dos Estados Unidos a 1.836, desde a invasão do Iraque em março de 2003.

Outros ataques mataram pelo menos dez agentes da polícia iraquiana no país.

Em Bagdá, pistoleiros mataram um funcionário do gabinete de governo, Abbas Ibrahim Mohammed.

Três civis foram mortos em um ataque com morteiros, segundo a polícia.

Já as tropas americanas divulgaram ter matado quatro insurgentes na cidade de Ramadi e outros dois em Mosul, de acordo com a AP.

Constituição

Na capital iraquiana, líderes políticos continuam tentando chegar a um acordo sobre a nova Constituição do país, apesar da admissão do próprio primeiro-ministro de que pode não ser possível cumprir o prazo de 15 de agosto.

O governo iraquiano, apoiado pelos Estados Unidos, espera que o avanço do processo político que começou com as eleições de janeiro – o que inclui a criação de uma nova Constituição – esvazie a insurreição no país.

As discussões em torno da Constituição deveriam ter sido retomadas na segunda-feira, mas foram adiadas quando Bagdá foi atingida por uma das piores tempestades de areia já registradas na cidade.

Outras questões podem incluir o papel do islamismo e o federalismo iraquiano.

Os curdos gozam de certa autonomia desde 1991 no norte do país. Alguns xiitas desejam autonomia no sul e árabes sunitas querem um governo central forte com controle sobre as reservas de petróleo, os curdos e os xiitas.

A idéia é chegar a um acordo sobre a nova Carta até o dia 15 deste mês. Depois disso, a intenção é fazer um referendo sobre o documento proposto em outubro e novas eleições gerais até o fim do ano.

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