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Morales não reconhece governo paralelo em Cochabamba | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do presidente boliviano, Evo Morales, não reconheceu a instauração de um governo paralelo no Departamento de Cochabamba, liderado por um opositor de Morales, Manfred Reyes Villa. “Gostemos ou não gostemos, que nos caia bem ou não, nós respeitaremos as pessoas eleitas mediante o voto democrático”, afirmou o vice-presidente Álvaro García, segundo o jornal boliviano La Razón. García se referia à tomada da sede do governo de Cochabamba por um grupo de partidários de Morales, que chegaram a anunciar a instauração de um "governo popular". Segundo o vice-ministro de Coordenação com os Setores Sociais, Alfredo Rada, o governo central considera que a ação partiu de “grupos radicalizados de ultra-esquerda" que não representam o movimento social de Cochabamba que teria expressado o desejo de continuar com o diálogo. A única forma legal de destituir Reyes Villa é a aprovação da decisão num referendo popular, disse Rada. Os manifestantes que tomaram o governo faziam parte de uma assembléia popular, que momentos antes havia decidido pela substituição de Reyes Villa. Depois da invasão do sede do governo, plantadores de coca, camponeses e outros trabalhadores que apóiam o presidente começaram a deixar a praça principal de Cochabamba. Eles estavam reunidos havia duas semanas pedindo a renúncia do governador Manfred Reyes Villa. Referendo O governador do departamento boliviano de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, havia dito anteriormente que pode desistir de realizar um novo plebiscito para definir se os eleitores querem ou não a autonomia do departamento (Estado). A proposta de realização do referendo provocou protestos violentos por parte dos partidários do presidente Evo Morales, que já causaram duas mortes e feriram dezenas de pessoas na última semana. Refugiado no departamento de Santa Cruz, segundo ele devido à perseguição que vem sofrendo em Cochabamba, Reyes Villa afirmou que, no momento, não pretende levar adiante a idéia de um novo referendo. Reyes Villa disse também que, apesar das garantias recebidas, não iria a Cochabamba negociar, como foi pedido por líderes de movimentos sociais. O governador afirmou que não se preocupa com a sua segurança, mas disse que sua presença poderia instigar a violência e afetar a população. La Paz Na segunda-feira, as manifestações se intensificaram em La Paz, com a interrupção do trânsito entre as cidades de El Alto e La Paz. Movimentos sociais decidiram dar um prazo de 48 horas para que o governador de La Paz, José Luiz Paredes, renuncie ao cargo. Paredes anunciou que, com outros governadores de oposição, havia resolvido que caso um deles renunciasse, todos os outros o seguiriam e o presidente Evo Morales teria de fazer o mesmo. Autonomia Reyes Villa é um dos muitos governantes bolivianos que estão exigindo mais autonomia e uma maior independência do governo central. Como em julho do ano passado já foi realizado referendo neste sentido, e seus moradores votaram pelo “não” à proposta de independência administrativa, econômica e política do governo central, a intenção do governador de realizar um novo referendo provocou a revolta dos seguidores do presidente Morales, que iniciaram os protestos exigindo a renúncia de Reyes Villa. O governo de Morales responsabiliza Reyes Villa pela crise política. |
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