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Atualizado às: 10 de janeiro, 2007 - 04h01 GMT (02h01 Brasília)
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Ataque dos EUA na Somália preocupa secretário da ONU
Bombardeiro AC-130
Ataques foram feitos com bombardeiro Air Force AC-130
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, manifestou nesta terça-feira preocupação com os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra supostos membros da rede terrorista Al-Qaeda na Somália.

"O secretário-geral está preocupado com a nova dimensão que este tipo de ação poderia provocar no país e com a escalada de hostilidades que poderia produzir", disse Michele Montas, porta-voz do secretário-geral.

"Também preocupa o secretário-geral o impacto que isso poderia ter na população civil do sul da Somália. Ele lamenta a suposta perda de vidas civis", disse.

As declarações da ONU foram feitas depois que os Estados Unidos confirmaram a realização de ataques aéreos no sul da Somália no domingo.

Os americanos afirmaram que tinham como alvo supostos líderes da rede terrorista Al-Qaeda.

No entanto, segundo autoridades da Somália, muitos civis foram mortos.

Força de paz

De acordo com o correspondente da BBC na ONU, há a preocupação de que a ação dos Estados Unidos possa complicar os planos de enviar à Somália uma força de paz africana, com o apoio das Nações Unidas.

Essa questão será discutida pelo Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira.

Ainda na terça-feira, o presidente interino da Somália, Abdullahi Yusuf, defendeu os bombardeios americanos ao país, alegando que Washington tem o direito de agir contra militantes supostamente envolvidos em ataques a suas embaixadas.

Washington acusa a milícia União das Cortes Islâmicas (UCI) de abrigar integrantes da Al-Qaeda que estariam por trás dos ataques às suas embaixadas no Quênia e na Tanzânia em 1998.

A UCI, que nega ter ligações com a Al-Qaeda, controlou Mogadíscio por seis meses até o final de dezembro, quando foi obrigada a recuar para posições no sul do país por tropas etíopes e do governo interino.

Ataque rebelde

Embora os militantes tenham perdido o controle sobre a cidade, há relatos de que eles realizaram um novo ataque nesta terça-feira, desta vez contra um prédio que abrigava soldados somalis e etíopes.

O ministro da Informação, Ali Ahmed Jama "Jangali", deu mais uma amostra do apoio do governo somali aos ataques americanos, ao dizer que eles vão continuar até que todos os "terroristas" sejam eliminados.

Os alvos dos primeiros ataques americanos teriam sido determinados através de reconhecimento aéreo e em seguida atacados por um bombardeiro Air Force AC-130, a partir da base militar americana no Djibouti.

Entre os suspeitos, que teriam sido rastreados depois de serem expulsos de Mogadíscio, estaria um líder da Al-Qaeda no leste africano e outro membro procurado por conexão com os atentados contra as embaixadas americanas em 1998.

Uma fonte do Pentágono disse à agência de notícias Reuters que um dos três suspeitos dos ataques às embaixadas no Quênia e na Tanzânia foi morto no bombardeio.

"No momento, nós não sabemos qual deles", disse a fonte. "Eu não acho que acertamos todos os três."

Novos ataques

Nesta terça-feira, houve relatos de novos ataques perto da cidade de Afmadow, ao norte do local dos primeiros bombardeios.

Não está claro, entretanto, se esses ataques foram lançados por forças americanas ou etíopes, que apóiam o governo interino na Somália e ajudaram a expulsar os militantes da UCI de Mogadíscio.

A Marinha americana também informou ter enviado o porta-aviões Eisenhower para a costa somali a fim de dificultar a fuga de militantes pelo Oceano Índico.

Trata-se da primeira intervenção militar americana desde 1994, ano em que 18 militares americanos foram mortos em Mogadíscio.

Itália

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse nesta terça-feira que a operação serve para lembrar aos militantes islâmicos que não há refúgio seguro.

"Este governo segue atrás da Al-Qaeda", disse Snow.

A Itália - que foi o poder colonial no centro e no sul da Somália - repudiou os ataques americanos.

Segundo o ministro de Relações Exteriores italiano, Massimo D´Alema, seu país se opõe "a iniciativas unilaterais que poderiam provocar novas tensões".

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