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Atualizado às: 19 de dezembro, 2006 - 17h01 GMT (15h01 Brasília)
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Número de ataques é recorde no Iraque, dizem EUA
Militar iraquiano
Vítimas foram em sua maioria iraquianos no período analisado
Os ataques a civis e militares no Iraque atingiram nível recorde entre agosto e o mês passado, segundo um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) divulgado nesta terça-feira.

De acordo com o levantamento, foi registrada uma média de 959 ataques por semana entre 12 de agosto e 10 de novembro - o maior número desde que começou a contagem, no ano passado.

Trata-se de um aumento de 22% no número de ataques e de 2% nas baixas civis, em comparação com os três meses anteriores.

De acordo com o relatório, 54% dos ataques aconteceram na capital Bagdá e em Anbar, Província no oeste do Iraque onde se concentra a insurgência sunita.

A maior parte das vítimas é iraquiana, embora 68% dos ataques tivessem militares americanos como alvo.

Maior ameaça

O relatório, que passou a ser feito trimestralmente por determinação do Congresso americano, conclui ainda que a milícia fiel ao clérigo xiita Moqtada Al-Sadr constitui a pior ameaça à estabilidade do Iraque. Antes, essa definição era reservada à Al-Qaeda.

Com um contingente estimado em 60 mil combatentes, a milícia de Sadr é responsabilizada por boa parte da violência contra a minoria sunita.

O relatório foi divulgado horas depois de o novo secretário de Defesa Robert Gates, empossado na segunda-feira, dizer que o fracasso no Iraque seria uma "calamidade" que colocaria em risco a segurança dos Estados Unidos por muitos anos.

O Pentágono também criticou o resultado dos esforços do governo iraquiano para combater a violência entre xiitas e sunitas.

Segundo o documento, o chamado Projeto de Diálogo e Reconciliação Nacional, adotado pelo governo iraquiano, não conseguiu criar pontes entre as duas comunidades e a violência sectária "tem crescido constantemente, apesar dos encontros entre líderes religiosos e tribais".

O correspondente da BBC em Washington Nick Miles diz que as conclusões parecem endossar a posição defendida pelo presidente americano, George W. Bush, de que as autoridades iraquianas precisam assumir responsabilidade pela segurança do país.

Bush tem sido pressionado dentro dos Estados Unidos a mudar a estratégia do país no Iraque, de forma a criar condições para a retirada dos 140 mil militares americanos que estão no país asiático.

Iraque
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