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Atualizado às: 15 de novembro, 2006 - 22h17 GMT (20h17 Brasília)
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Comissão Eleitoral diz que Kabila foi reeleito no Congo
Kabila e Bemba
Confrontos entre partidários de Kabila e Bemba marcaram eleição
O atual presidente do Congo, Joseph Kabila, venceu seu adversário, Jean-Pierre Bemba, no segundo turno das eleições do país, anunciou nesta quarta-feira a Comissão Eleitoral congolesa.

Kabila teve 58,05% dos votos, enquanto Bemba teve 41,9%, de acordo com os resultados oficiais, que devem ser ainda confirmados pela Suprema Corte.

O candidato oposicionista não se manifestou depois do anúncio de sua derrota, mas um membro de sua equipe disse que a oposição contestaria a eleição, segundo eles, “roubada do povo congolês”.

Um analista que pediu anonimato, disse à BBC que há sérias dúvidas em relação à validade de algumas cédulas, especialmente as de eleitores que votaram longe de seu domicílio eleitoral.

As autoridades eleitorais negam qualquer irregularidade.

Conflito

Ao saber da vitória, Kabila emitiu um comunicado em que pede “calma e irmandade” à população. Segundo ele, o país virou uma página de sua história.

As eleições foram as primeiras plenamente democráticas no Congo desde a independência do país em 1960 e após uma guerra civil que durou cinco anos.

Tropas de paz compostas por 17 mil soldados – o maior contingente deste tipo no mundo – estavam no país vistoriando as eleições. Em meio à tensão política, conflitos ocorreram sobretudo na capital, Kinshasa, onde a oposição tinha mais apoio.

Após o resultado do primeiro turno, 23 pessoas foram mortas em confrontos armados entre militantes dos dois lados.

Desde o último sábado, quando quatro pessoas morreram, a polícia prendeu 337 sem-teto, incluindo 87 crianças, que o governo afirmou serem a origem do problema.

Partidários de Joseph Kabila durante comício

Observadores internacionais vinham pedindo que os candidatos se abstivessem de emitir julgamentos até que os resultados finais fossem anunciados.

Uma missão do Centro Carter afirmou acreditar que era praticamente impossível haver fraude, depois da contagem de todos os votos em cada zona eleitoral.

Para a ONU, esta corrida presidencial é a mais importante da África desde a vitória de Nelson Mandela na África do Sul, em 1994.

No primeiro turno, em julho, 32 candidatos presidenciais e 9.709 candidatos para o legislativo disputaram os votos de 25,6 milhões de eleitores.

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