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Atualizado às: 30 de outubro, 2006 - 11h03 GMT (08h03 Brasília)
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Ataque a escola religiosa 'mata 80' no Paquistão
Madrassa
O governo do Paquistão tem tentado controlar as madrassas no país
Pelo menos 80 militantes morreram em um bombardeio de forças paquistanesas contra uma escola religiosa usada como campo de treinamento para militantes, de acordo com o Exército do país.

Segundo as autoridades, a madrassa (como são conhecidas as escolas religiosas islâmicas), que fica na área tribal de Bajaur, na fronteira como Afeganistão, foi destruída por um helicóptero militar na manhã desta segunda-feira.

Uma testemunha disse à BBC que entre 70 e 80 estudantes estavam dentro do prédio. Um político local destacado afirma que os mortos eram pessoas inocentes.

O Paquistão posicionou quase 80 mil soldados ao longo da fronteira.

As tropas têm a missão de buscar militantes que procuraram refúgio no acidentado terreno das áreas tribais, depois da derrubada do regime do Talebã no Afeganistão no final de 2001.

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, prometeu reformar as madrassas depois que várias dessas escolas foram criticadas por apoiar militância islâmica.

O líder da madrassa, o clérigo radical Maulvi Liaqat Ullah Hussain, também morreu no ataque. Ele fez campanha pela implementação de leis islâmicas na área.

"Nós recebemos informações confirmadas de que de 70 a 80 militantes estavam se escondendo em uma madrassa usada como local de treinamento terrorista, que foi destruída por um ataque do Exército, liderado por helicópteros", disse o porta-voz do Exército, Shaukat Sultan, à agência de notícias Associated Press.

Renúncia

Um ministro da Província da Fronteira Noroeste, Siraj ul-Haq, renunciou ao cargo em protesto pelo ataque.

"Esta é uma ação muito equivocada. Eles (as vítimas) não receberam nenhuma advertência. Este foi um ataque não-provocado a uma madrassa. Eles eram pessoas inocentes", disse ele à Associated Press antes de renunciar.

O ataque ocorreu dois dias depois que militantes locais participaram de um ato público na área, onde proclamaram como seus heróis o líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e o líder do Talebã, Mulá Muhammad Omar.

A correspondente da BBC na capital do Paquistão, Islamabad, Barbara Plett, disse que o ataque desta segunda-feira coincide com conversações de paz entre líderes tribais e militantes pró-Talebã em Bajaur.

O governo já libertou prisioneiros em antecipação de um acordo, possivelmente nos moldes de um acordo assinado na região tribal vizinha de Waziristão do Norte, disse Plett.

Mas o Exército diz que não será permitido que as conversações de paz sirvam para acobertar atividade militante.

Bajaur, que tem fronteira com a província província de Kunar, no leste do Afeganistão, afetada por atos de insurreição, foi palco de um controvertido bombardeio americano em janeiro que, acredita-se, tenha tido como alvo o segundo em comando da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

O ataque, em 13 de janeiro, matou pelo menos 18 pessoas - a maioria civis.

Em maio, as autoridades paquistanesas disseram que uma figura de destaque na Al-Qaeda, Abu Marwan al-Suri, foi morta em Bajaur durante choques com a polícia local.

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