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Ataque a escola religiosa 'mata 80' no Paquistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 80 militantes morreram em um bombardeio de forças paquistanesas contra uma escola religiosa usada como campo de treinamento para militantes, de acordo com o Exército do país. Segundo as autoridades, a madrassa (como são conhecidas as escolas religiosas islâmicas), que fica na área tribal de Bajaur, na fronteira como Afeganistão, foi destruída por um helicóptero militar na manhã desta segunda-feira. Uma testemunha disse à BBC que entre 70 e 80 estudantes estavam dentro do prédio. Um político local destacado afirma que os mortos eram pessoas inocentes. O Paquistão posicionou quase 80 mil soldados ao longo da fronteira. As tropas têm a missão de buscar militantes que procuraram refúgio no acidentado terreno das áreas tribais, depois da derrubada do regime do Talebã no Afeganistão no final de 2001. O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, prometeu reformar as madrassas depois que várias dessas escolas foram criticadas por apoiar militância islâmica. O líder da madrassa, o clérigo radical Maulvi Liaqat Ullah Hussain, também morreu no ataque. Ele fez campanha pela implementação de leis islâmicas na área. "Nós recebemos informações confirmadas de que de 70 a 80 militantes estavam se escondendo em uma madrassa usada como local de treinamento terrorista, que foi destruída por um ataque do Exército, liderado por helicópteros", disse o porta-voz do Exército, Shaukat Sultan, à agência de notícias Associated Press. Renúncia Um ministro da Província da Fronteira Noroeste, Siraj ul-Haq, renunciou ao cargo em protesto pelo ataque. "Esta é uma ação muito equivocada. Eles (as vítimas) não receberam nenhuma advertência. Este foi um ataque não-provocado a uma madrassa. Eles eram pessoas inocentes", disse ele à Associated Press antes de renunciar. O ataque ocorreu dois dias depois que militantes locais participaram de um ato público na área, onde proclamaram como seus heróis o líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e o líder do Talebã, Mulá Muhammad Omar. A correspondente da BBC na capital do Paquistão, Islamabad, Barbara Plett, disse que o ataque desta segunda-feira coincide com conversações de paz entre líderes tribais e militantes pró-Talebã em Bajaur. O governo já libertou prisioneiros em antecipação de um acordo, possivelmente nos moldes de um acordo assinado na região tribal vizinha de Waziristão do Norte, disse Plett. Mas o Exército diz que não será permitido que as conversações de paz sirvam para acobertar atividade militante. Bajaur, que tem fronteira com a província província de Kunar, no leste do Afeganistão, afetada por atos de insurreição, foi palco de um controvertido bombardeio americano em janeiro que, acredita-se, tenha tido como alvo o segundo em comando da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri. O ataque, em 13 de janeiro, matou pelo menos 18 pessoas - a maioria civis. Em maio, as autoridades paquistanesas disseram que uma figura de destaque na Al-Qaeda, Abu Marwan al-Suri, foi morta em Bajaur durante choques com a polícia local. |
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