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Atualizado às: 23 de outubro, 2006 - 01h24 GMT (22h24 Brasília)
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'Mulá Omar' promete mais violência no Afeganistão
mulá Omar
Paradeiro de mulá Omar é desconhecido desde fim de 2001
Uma mensagem colocada na internet e atribuída ao líder espiritual do Talebã, mulá Mohammad Omar, diz que o Afeganistão terá um aumento "surpreendente" na violência nos próximos meses.

"Nos próximos meses a guerra vai se tornar muitas vezes mais vigorosa e organizada. Eu acredito que a guerra vai se tornar vigorosa num nível surpreendente", diz a mensagem.

O comunicado também ameaça julgar o presidente afegão, Hamid Karzai, em um tribunal islâmico.

Na mensagem, cuja autentiticidade não foi confirmada, o autor que se identifica como mulá Omar critica a ONU e a Otan (aliança militar ocidental, que atua no país) e faz um apelo a muçulmanos de diferentes escolas se unirem.

O paradeiro do líder do Talebã é desconhecido, mas há relatos de que ele estaria escondido no Paquistão ou no Afeganistão.

Ele está foragido desde que o regime do Talebã foi derrubado pelas forças internacionais, lideradas pelos Estados Unidos, no fim de 2001.

A mensagem foi elaborada especialmente para o festival Eid el-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã para os muçulmanos.

Violência

Forças da ONU e da Otan já vêm enfrentando um aumento das atividades do Talebã no sul e no leste do país.

Somente neste domingo, choques entre membros de milícias rivais deixaram 12 mortos, na província de Herat.

O confronto teria começado quando um grupo de militantes entrou numa área controlada pela outra milícia.

Soldados afegãos foram deslocados para o local para separar os grupos, ambos da etnia Pashtun, que é majoritária no Afeganistão.

Seca

Além da violência, o país enfrenta uma seca, que ameaça deixar quase dois milhões de pessoas sem comida suficiente nas províncias do sul, segundo estimativas da ONU e do governo afegão.

As duas instituições fizeram um apelo por doações emergenciais no valor de US$ 40 milhões para aliviar os efeitos da seca. O apelo é feito num momento em que o Afeganistão não recebeu nem metade dos US$ 76 milhões pedidos em julho.

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