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Reação à Coréia do Norte 'divide' Conselho de Segurança da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York, os países-membros do Conselho de Segurança tentam chegar a um acordo sobre quais medidas devem ser tomadas em resposta ao teste nuclear realizado pela Coréia do Norte. A correspondente da BBC Laura Trevelyan, que acompanha as negociações na sede da ONU, informa que os cinco membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, China e Rússia) - todos com direito a veto - parecem estar divididos quanto à aplicação de sanções e de que tipo elas seriam. O Conselho está discutindo uma proposta apresentada pelos Estados Unidos que prevê uma série de medidas punitivas, incluindo a suspensão do comércio de materiais que possam ser utilizados para construir armas de destruição em massa, inspeções de cargas que chegam ou saem da Coréia do Norte, a suspensão de transações financeiras usadas para apoiar a proliferação nuclear e a proibição da importação de artigos de luxo. Outra medida proposta é o fechamento de portos e aeroportos estrangeiros para navios e aviões norte-coreanos. China e Rússia estariam especialmente reticentes em relação ao uso do Capítulo 7 da Carta da ONU, que prevê que as medidas sejam obrigatórios e, se necessário, sejam impostas com força militar. Já Washington defende a aplicação do Capítulo 7. Principal aliada de Pyongyang, a China qualificou a idéia de uma ação militar como "inimaginável". O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Liu Jianchao, disse que não descarta a imposição de sanções, mas ressalvou que é preciso tomar "medidas apropriadas". Diante das diferenças, os diplomatas já falam em estender o prazo para um acordo até o final da semana, em vez das 48 horas inicialmente estimadas. China A resposta da China - o país de maior influência sobre a Coréia do Norte - ao teste nuclear do país comunista vizinho está sendo visto por vários analistas como a chave para uma solução diplomática para a crise causada pelo programa nuclear norte-coreano. O porta-voz do ministério do Exterior Liu Jianchao disse: "Isso certamente vai ter um impacto negativo sobre as relações entre a China e a Coréia do Norte". Há informações de que a China teria cancelado a folga de soldados posicionados ao longo da fronteira com a Coréia do Norte, e as forças sul-coreanas estão em estado de alerta. O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun disse temer que a ação norte-coreana possa "iniciar uma corrida armamentista nuclear em outros países". Outros testes Um diplomata norte-coreano da embaixada em Pequim disse em entrevista ao jornal sul-coreano Hankyoreh que o teste foi menos potente do que o esperado, de acordo com informações da agência de notícias Associated Press. Por outro lado, a fonte não identificada sinalizou com a possibilidade de o país realizar mais testes. "Mas o sucesso em pequena escala significa um teste em grande escala também é possível", disse o diplomata. Ele também teria dito que o governo norte-coreano não teme sanções e que "medidas adicionais" poderiam ser tomadas. De acordo com outro relato da imprensa da Coréia do Sul, uma outra fonte não-identificada do governo norte-coreano disse que Pyongyang poderia até lançar um míssil nuclear. "Nós esperamos que a situação seja resolvida antes do incidente infeliz de nós dispararmos um míssil", disse a fonte, segundo uma agência de notícias sul-coreana. "Isso depende de como os Estados Unidos agirem." Armas nucleares Apesar da preocupação manifestada pela Coréia do Sul de que o teste detone uma corrida armamentista na Ásia, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta terça-feira que o Japão não pretende desenvolver suas próprias armas nucleares em resposta às ações norte-coreanas. Abe afirmou que o o teste nuclear norte-coreano "é uma ameaça à segurança do Japão", mas declarou que o governo japonês vai se manter fiel ao princípio de armas não-nucleares que o país estabeleceu após a Segunda Guerra Mundial. O Japão apóia as sanções defendidas pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, disse que o primeiro teste nuclear indiano, realizado em 1998, não pode ser comparado com a medida adotada pela Coréia do Norte. O ministro do governo israelense Binyamin Ben-Eliezer também manifestou preocupação com o teste norte-coreano e disse que a medida pode encorajar o Irã a continuar com seu próprio programa nuclear. Apenas o Irã, que também está sujeito a enfrentar uma possível imposição de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear, manifestou apoio ao teste norte-coreano. Autoridades iranianas reclamaram da existência de um sistema de apartheid nuclear, com o objetivo de manter a tecnologia nuclear nas mãos de apenas alguns poucos países. |
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