BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 10 de outubro, 2006 - 21h26 GMT (18h26 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Reação à Coréia do Norte 'divide' Conselho de Segurança da ONU
Protesto na Coréia do Sul
Teste foi recebido com indignação na Coréia do Sul
Reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York, os países-membros do Conselho de Segurança tentam chegar a um acordo sobre quais medidas devem ser tomadas em resposta ao teste nuclear realizado pela Coréia do Norte.

A correspondente da BBC Laura Trevelyan, que acompanha as negociações na sede da ONU, informa que os cinco membros permanentes do Conselho (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, China e Rússia) - todos com direito a veto - parecem estar divididos quanto à aplicação de sanções e de que tipo elas seriam.

O Conselho está discutindo uma proposta apresentada pelos Estados Unidos que prevê uma série de medidas punitivas, incluindo a suspensão do comércio de materiais que possam ser utilizados para construir armas de destruição em massa, inspeções de cargas que chegam ou saem da Coréia do Norte, a suspensão de transações financeiras usadas para apoiar a proliferação nuclear e a proibição da importação de artigos de luxo.

Outra medida proposta é o fechamento de portos e aeroportos estrangeiros para navios e aviões norte-coreanos.

China e Rússia estariam especialmente reticentes em relação ao uso do Capítulo 7 da Carta da ONU, que prevê que as medidas sejam obrigatórios e, se necessário, sejam impostas com força militar. Já Washington defende a aplicação do Capítulo 7.

Principal aliada de Pyongyang, a China qualificou a idéia de uma ação militar como "inimaginável". O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Liu Jianchao, disse que não descarta a imposição de sanções, mas ressalvou que é preciso tomar "medidas apropriadas".

Diante das diferenças, os diplomatas já falam em estender o prazo para um acordo até o final da semana, em vez das 48 horas inicialmente estimadas.

China

A resposta da China - o país de maior influência sobre a Coréia do Norte - ao teste nuclear do país comunista vizinho está sendo visto por vários analistas como a chave para uma solução diplomática para a crise causada pelo programa nuclear norte-coreano.

O porta-voz do ministério do Exterior Liu Jianchao disse: "Isso certamente vai ter um impacto negativo sobre as relações entre a China e a Coréia do Norte".

Há informações de que a China teria cancelado a folga de soldados posicionados ao longo da fronteira com a Coréia do Norte, e as forças sul-coreanas estão em estado de alerta.

O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun disse temer que a ação norte-coreana possa "iniciar uma corrida armamentista nuclear em outros países".

Outros testes

Um diplomata norte-coreano da embaixada em Pequim disse em entrevista ao jornal sul-coreano Hankyoreh que o teste foi menos potente do que o esperado, de acordo com informações da agência de notícias Associated Press.

Por outro lado, a fonte não identificada sinalizou com a possibilidade de o país realizar mais testes.

"Mas o sucesso em pequena escala significa um teste em grande escala também é possível", disse o diplomata.

Ele também teria dito que o governo norte-coreano não teme sanções e que "medidas adicionais" poderiam ser tomadas.

De acordo com outro relato da imprensa da Coréia do Sul, uma outra fonte não-identificada do governo norte-coreano disse que Pyongyang poderia até lançar um míssil nuclear.

"Nós esperamos que a situação seja resolvida antes do incidente infeliz de nós dispararmos um míssil", disse a fonte, segundo uma agência de notícias sul-coreana. "Isso depende de como os Estados Unidos agirem."

Armas nucleares

Apesar da preocupação manifestada pela Coréia do Sul de que o teste detone uma corrida armamentista na Ásia, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse nesta terça-feira que o Japão não pretende desenvolver suas próprias armas nucleares em resposta às ações norte-coreanas.

Abe afirmou que o o teste nuclear norte-coreano "é uma ameaça à segurança do Japão", mas declarou que o governo japonês vai se manter fiel ao princípio de armas não-nucleares que o país estabeleceu após a Segunda Guerra Mundial.

O Japão apóia as sanções defendidas pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, disse que o primeiro teste nuclear indiano, realizado em 1998, não pode ser comparado com a medida adotada pela Coréia do Norte.

O ministro do governo israelense Binyamin Ben-Eliezer também manifestou preocupação com o teste norte-coreano e disse que a medida pode encorajar o Irã a continuar com seu próprio programa nuclear.

Apenas o Irã, que também está sujeito a enfrentar uma possível imposição de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU por causa de seu programa nuclear, manifestou apoio ao teste norte-coreano.

Autoridades iranianas reclamaram da existência de um sistema de apartheid nuclear, com o objetivo de manter a tecnologia nuclear nas mãos de apenas alguns poucos países.

MísseisCrise nuclear
Entenda o caso dos testes nucleares da Coréia do Norte.
Coréia do Norte
Teste nuclear é desafio diplomático para EUA e China.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ONU reprova teste nuclear da Coréia do Norte
10 de outubro, 2006 | Notícias
Teste nuclear norte-coreano provoca críticas
09 de outubro, 2006 | Notícias
Coréia do Norte testa bomba atômica
09 de outubro, 2006 | Notícias
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade