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Irã diz a Annan que apóia cessar-fogo no Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, se reuniu com ministros e negociadores iranianos em Teerã, neste sábado, e recebeu garantias de que o país iria cooperar com o cessar-fogo, aprovado no dia 14 de agosto, de acordo com um porta-voz da organização. Annan está no Irã como parte de uma viagem pelo Oriente Médio em busca de apoio à resolução 1701, que colocou fim ao conflito de 34 dias no Líbano. Israel acusa o Irã de fornecer armamentos para a milícia xiita Hezbollah, inclusive os mísseis que foram lançados contra território israelense durante o conflito. Enquanto Annan se encontra com líderes iranianos, o primeiro grande contingente de tropas estrangeiras para expandir a força de paz da ONU no Líbano começa a desembarcar no sul do país. Cerca de 900 soldados italianos devem chegar ao porto da cidade de Tiro neste fim de semana. Eles farão parte de uma força da ONU que pode chegar a ter 15 mil integrantes. Apoio iraniano O primeiro encontro de Annan foi com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki. De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, Mottaki deu total apoio aos esforços da ONU para levar paz à fronteira entre Líbano e Israel. "O Irã apoiou o consenso libanês sobre a resolução (1701 da ONU, que colocou fim ao conflito) e as Nações Unidas podem consolidar a criação de paz na fronteira", teria dito Mottaki. No entanto, o ministro iraniano teria feito uma ressalva, afirmando que qualquer mudança na natureza da missão "criaria tensão". Ele também teria pedido uma investigação da ONU sobre o que chamou de "crimes sionistas" cometidos por Israel durante a ofensiva que durou 34 dias. Fornecimento de armas A resolução 1701 pede para outros países evitarem o fornecimento de tropas para qualquer governo que não seja o libanês. Ao lado da Síria, o Irã é um dos principais apoiadores do Hezbollah. O Irã diz que o apoio é basicamente político, mas analistas acreditam que o país continue sendo um dos principais fornecedores de armas para o grupo. O correspondente diplomático da BBC Jonathan Marcus diz que apesar de ser improvável que o Irã abra mão de seu apoio ao Hezbollah, ele deve cumprir parte do pedido de Annan, aceitando taticamente um período de calma durante o qual o Hezbollah pode se reagrupar e a infra-estrutura do Líbano pode ser reconstruída. Na sexta-feira, Annan encontrou-se com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e afirmou ter obtido a promessa do país de aumentar a segurança em sua fronteira com o Líbano e adotar medidas para impedir o fluxo de armas para os militantes do Hezbollah. Impasse Nuclear Outro assunto na agenda de Kofi Annan durante a visita à Teerã é o programa nuclear iraniano. A visita do secretário-geral da ONU ocorre dois dias após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ter anunciado que o Irã descumpriu a exigência do Conselho de Segurança de suspender suas atividades de enriquecimento de urânio até o dia 31 de agosto. Em uma reunião neste sábado com o principal negociador iraniano sobre a questão nuclear, Ali Larijani, Annan voltou a ouvir um pedido pela retomada das negociações. "Durante as conversas, ambas as partes concordaram que a melhor maneira de resolver essas questões é através de negociações", disse Larijani à agência Mehr. Larijani também teria elogiado a postura de Kofi Annan sobre o assunto, dizendo ter esperanças de que ele pudesse ajudar a resolver a questão nuclear. O Irã defende intensamente seu direito de enriquecer urânio, insistindo que ele serve apenas para geração de energia civil. Porém, potências ocidentais suspeitam que o Irã possa ter a intenção de criar uma bomba nuclear. Seis potências mundiais encontram-se na próxima semana para decidir os próximos passos, após o Irã ter desrespeitado o prazo definido para suspender o programa de enriquecimento de urânio. Não existem detalhes sobre as possíveis sanções que a ONU pode impor ao Irã, já que os países com direito a veto no Conselho de Segurança estão extremamente divididos sobre as medidas punitivas que podem ser tomadas. |
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