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Irã 'ignora prazo para abandonar programa nuclear' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã não cumpriu o prazo determinado pelo Conselho de Segurança da ONU para abandonar suas atividades nucleares, de acordo com um relatório confidencial da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vazado para agências de notícias internacionais. Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, o relatório preparado pela AIEA, o órgão nuclear das Nações Unidas, deve indicar que o Irã enriqueceu pequenas quantidades de urânio nos últimos dias, e que as autoridades iranianas barraram investigações do órgão no país. "O Irã não suspendeu as suas atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio", diz o relatório, de acordo com informações da Reuters. "O Irã não abordou as questões há muito pendentes de verificação (do seu programa nuclear) nem forneceu a transparência necessária para acabar com incertezas associadas com algumas de suas atividades." O Conselho de Segurança da ONU havia pedido à AIEA que anunciasse no dia 31 de agosto se o Irã havia acatado uma resolução do dia 31 de julho que pedia que o país paralisasse suas atividades nucleares. O prazo expirou às 13h desta quinta-feira, hora de Brasília. A confirmação da conclusão da AIEA de que o Irã descumpriu a determinação pode levar à adoção de sanções contra o país por parte do Conselho de Segurança da ONU. Sanções Os Estados Unidos, um dos membros permanentes, com direito a veto, do Conselho de Segurança, já deixaram claro que acreditam que o Irã esteja usando seu programa nuclear com o objetivo de desenvolver armas atômicas e vêm defendendo a aplicação de sanções. Por outro lado, uma fonte da AEIA ouvida pela agência de notícias France Presse (AFP) disse que o órgão não encontrou "prova concreta" de que o programa iraniano é de natureza militar. Estados Unidos e Irã fizeram interpretações diferentes do documento da AIEA. O presidente americano, George W. Bush, disse que é "hora de o Irã fazer uma escolha". "Nós fizemos a nossa escolha. Nós vamos continuar a trabalhar com os nossos aliados para encontrar uma solução diplomática, mas a atitude desafiadora do Irã deve ter consequências e nós não devemos permitir que o Irã desenvolva uma arma nuclear", afirmou Bush a veteranos de guerra reunidos em uma convenção em Salt Lake City, no Estado de Utah. O embaixador americano na ONU, John Bolton, também afirmou que o relatório é "curto e claro" e mostra que a AIEA conclui que "depois de todos esses anos tentando, a AIEA ainda não tem condições de confirmar a natureza pacífica do programa nuclear do Irã". Segundo Bolton, "na linguagem da AIEA e do sistema internacional", o relatório reforça o "receio" (dos EUA) de que o Irã esteja buscando armas nucleares." Já o vice-líder da agência nuclear iraniana, Mohammad Saeedi, disse à AFP que o relatório da AIEA "não é negativo" para o Irã. "O relatório é muito factual e acrescenta que o programa nuclear iraniano está sob a supervisão da AIEA e que não houve desvio (para intenções militares)". "Sob pressão" O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, havia adito antes do vazamento do relatótio que não cederia em relação aos seus direitos “sob pressão”. “A nação iraniana nunca violou os direitos de outras nações em toda a sua história. Mas todos devem saber que a nação iraniana não vai ceder um milímetro de seus direitos sob pressão e intimidação”, afirmou Ahmadinejad. No sábado, o presidente iraniano inaugurou a nova fase de um projeto de produção de água pesada em Arak. Reatores de água pesada produzem plutônio, que pode ser usado como alternativa para dispositivos nucleares. Na ocasião, Ahmadinejad disse que o Irã nunca abandonaria seu programa nuclear, mas que armas atômicas não são o seu objetivo. “Basicamente, não se fala em armas nucleares”, disse ele. “Não somos uma ameaça a ninguém, nem mesmo ao regime sionista que é definitivamente um inimigo do povo na região.” O presidente se referia a Israel, país que não chama pelo nome. |
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