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Irã surge como novo líder do Oriente Médio, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um estudo feito por um instituto de pesquisa britânico revelou que o Irã fortaleceu muito sua posição no Oriente Médio, estabelecendo-se como principal pólo de oposição aos Estados Unidos na região. Segundo o relatório Irã, seus vizinhos e as crises regionais, publicado pelo Instituto Real de Estudos internacionais, também conhecido como Chatham House, o Irã beneficiou-se com a queda de seus dois principais rivais regionais – o regime de Saddam Hussein no Iraque e o governo do Talebã no Afeganistão. A conclusão de analistas do Instituto é de que uma "agenda americana para confrontar o Irã está severamente comprometida pelo conforto da posição daquele país". Segundo os analistas, as políticas externas americana e ocidental para o Oriente Médio foram pouco criativas, permitindo que Teerã fosse muito mais eficiente ao conquistar simpatizantes na região. De acordo com o estudo, o fracasso israelense em sua tentativa de eliminar o Hezbollah solidificou ainda mais a posição iraniana como pólo antiamericano, bem como sua penetração em regiões vizinhas com conflitos, como o sul do Líbano e o Afeganistão. “As complexas relações do Irã com outros países do Oriente Médio ou com grupos menores dentro destas nações deixaram Teerã numa posição invejável para defender seus interesses”, afirmou Claire Spencer, chefe do programa de estudos para o Oriente Médio de Chatham House. Para um dos pesquisadores, Nadim Shehadi, a diferença entre as políticas externas americana e iraniana é radical. “Enquanto os Estados Unidos ficavam jogando pôquer na região, o Irã estava jogando xadrez. Os iranianos estão jogando um jogo mais longo e esperto, tendo muito mais sucesso em ganhar adeptos”, afirmou. Em relação a Israel, o relatório delineia quatro cenários diversos, onde um deles é a possibilidade de um confronto de “guerra fria” com o Irã, caso este último consiga desenvolver seu arsenal nuclear. |
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