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Irã quer conversas 'sérias' sobre programa nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal negociador iraniano sobre a questão nuclear, Ali Larijani, disse que seu país está pronto para iniciar conversas "sérias" sobre o assunto a partir desta quarta-feira. Mais cedo, o governo do Irã havia entregue sua resposta à proposta do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Alemanha para que suspendesse o programa de enriquecimento de urânio no país, mas os detalhes da decisão ainda não foram divulgados. Ali Larijani se reuniu com enviados da Grã-Bretanha, China, Rússia, França, Alemanha e Suíça, representando os Estados Unidos, para entregar sua resposta por escrito, segundo noticiou a televisão estatal do Irã. O chefe de Política Externa da União Européia, Javier Solana, disse que o documento entregue por Larijani merecia "uma análise detalhada e cuidadosa", mas não deu mais detalhes sobre seu conteúdo. Incentivos Em junho, os seis países ofereceram um pacote de incentivos - entre eles a suspensão de sanções econômicas e assistência para um programa de tecnologia nuclear civil – para que o Irã abandonasse seu programa nuclear. No mês passado, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que endossou o pacote de incentivos, mas ameaçou que se a proposta não fosse aceita, medidas contrárias ao país poderiam ser tomadas. O prazo dado pelo conselho foi o dia 31 de agosto, mas as possíveis sanções não foram especificadas. "Apesar de não haver justificativa para a ação ilegal de enviar o caso do Irã para o Conselho de Segurança...a resposta foi preparada...para pavimentar o caminho para negociações justas", disse Larijani à agência de notícias iraniana ISNA. "Nova Fórmula" Fontes da agência Associated Press disseram que o Irã havia oferecido uma "nova fórmula" para resolver as principais questões envolvendo as atividades nucleares no país. Diplomatas também disseram que uma resposta "ambígua" era esperada das autoridades de Teerã, que já indicaram que não aceitariam a suspensão imediata do programa de enriquecimento. De acordo com o analista britânico Mark Fitzpatrick, do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS), a resposta do Irã não é o que o Conselho de Segurança queria ouvir. "Vejo isso essencialmente como um 'não', apesar de que Irã irá dizer que encontrou pontos positivos no pacote de incentivos", disse ele à agência AFP. "Negociações justas" Apesar de o Irã dizer que está pronto para conversas "sérias" sobre seu programa nuclear, o analista da BBC Paul Reynolds acredita que a questão-chave é se o país está disposto a suspender o enriquecimento de urânio até o dia 31 como havia exigido o Conselho de Segurança. Caso a resposta a essa pergunta seja negativa ou imprecisa, os Estados Unidos e seus aliados poderiam interpretar a decisão como um "não" à proposta apresentada ao Irã e pressionar por sanções no Conselho. Um dos indicadores mais fortes da resposta iraniana foi dado na segunda-feira, pelo o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Ele disse que o programa nuclear iraniano iria continuar “o seu caminho”. A TV estatal iraniana citou frases de Khamenei em que ele teria dito que o Irã havia "tomado sua própria decisão" no tocante a seu programa nuclear e que iria "seguir seu caminho" com "paciência e poder". "Potências arrogantes, lideradas pelos Estados Unidos, têm medo do progresso dos países islâmicos em várias dimensões", teria dito Khamenei. "Portanto... apesar de eles saberem que o Irã não busca armas nucleares, eles estão aumentando a pressão para evitar o nosso progresso científico." O Irã argumenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e ameaçou responder duramente a eventuais sanções, o que poderia incluir um corte em sua produção de petróleo. |
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