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Chirac diz que 15 mil homens no Líbano é 'excessivo' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da França, Jacques Chirac, disse nesta sexta-feira que uma força de paz de 15 mil soldados no Líbano representa um contingente "excessivo". “O número colocado no início das discussões é totalmente excessivo. Imagino que em um território equivalente à metade de um departamento administrativo francês, seria impossível movimentar 15 mil soldados libaneses e 15 mil soldados da Unifil (a força da ONU) sem que um esbarrasse no outro”, declarou o presidente francês. As afirmaçãoes foram feitas no momento em que ministros dos países membros da União Européia estão reunidos para definir com maior precisão o número de soldados que serão enviados ao sul do Líbano, como determina a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. A França, que se propôs a liderar a tropa, vinha sendo criticada por ter inicialmente oferecido apenas 200 soldados. No entanto, outros 200 franceses chegaram nesta sexta-feira, e o país anunciou que outros 1,6 mil serão enviados, o que elevará a colaboração francesa a 2 mil homens. Liderança O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, está em Bruxelas para articular com os ministros europeus o contingente da força de paz. Sem a chegada das tropas, Israel não retirará seus soldados, reiterou o ministro do Exterior israelense, Tzipi Livni. O ministro repetiu que o patrulhamento precisa ser feito na fronteira entre o Líbano e a Síria, para evitar que o Hezbollah receba armas de Damasco. A Itália também deve revelar o número efetivo de militares que enviará. Os italianos disseram que podem contribuir com até 3 mil homens. Espera-se ainda que outras nações, como a Bélgica, declarem o tamanho de sua contribuição. A ampliação da força de paz no Líbano foi aprovada como parte do cessar-fogo que terminou com o conflito de um mês entre Israel e o grupo militante Hezbollah. No entanto, logo após o acordo, começaram a surgir dificuldades para tirar a proposta do papel. Havia dúvidas sobre qual seria exatamente o mandato da força de paz - se ela teria, por exemplo, de desarmar os homens do Hezbollah. Também se questionava até que ponto os soldados da ONU teriam permissão de se defender em uma regia conhecidamente volátil e historicamente perigosa para tropas de paz – na década de 80, 242 soldados americanos e 60 franceses foram mortos em atentados no sul do Líbano em um único dia. A dúvida sobre a atitude de Israel após a chegada de novas tropas da ONU também gerou preocupações. Durante o conflito, quatro observadores da organização foram mortos em um bombardeiro de Israel. Ao anunciar a contribuição da França na força de paz na quinta, o presidente Jacques Chirac disse que o país recebeu "os esclarecimentos necessários" de Israel, Líbano e ONU para aumentar sua participação na Unifil. |
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