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Atualizado às: 23 de agosto, 2006 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)
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Situação no sul do Líbano é 'explosiva', diz chanceler de Israel
Unifil
Força multinacional deve ter 15 mil soldados
A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, pediu rapidez no envio da força de paz ampliada das Nações Unidas (ONU) ao Líbano nesta quarta-feira, advertindo que a situação na área é "explosiva".

O tempo está se esgotando para a aplicação da resolução de cessar-fogo da ONU, disse a ministra após conversações em Paris.

As declarações de Livni são feitas em um momento em que representantes dos 25 países-membros da União Européia (UE) estão reunidos em Bruxelas, na Bélgica, para discutir contribuições dos países-membros à força multinacional.

O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, teria dito em uma entrevista a um canal de TV árabe que se opõe ao envio de soldados de paz das Nações Unidas à fronteira entre o seu país e o Líbano.

Na entrevista gravada, que deve ser exibida nesta quarta-feira pelo canal TV Dubai, dos Emirados Árabes Unidos, Assad teria dito que tal movimentação de tropas seria uma violação da soberania libanesa e teria caráter hostil.

Assad também teria pedido na entrevista que o governo libanês não aceitasse participar de nada que pudesse sabotar as relações entre os dois países.

De acordo com o canal de TV BBC World, autoridades finlandesas disseram que a Síria teria prometido fechar a fronteira com o Líbano, caso tropas da ONU fossem enviadas para a fronteira entre os dois países.

Os israelenses acusam a Síria de fornecer armas, através da fronteira, para o Hezbollah, inclusive foguetes que foram usados para atacar Israel durante um mês de conflito.

No ano passado, a Síria retirou tropas que mantinha no Líbano, depois da intensa pressão internacional que se seguiu ao assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri. Autoridades sírias são acusadas de envolvimento no crime, mas negam isso.

Reunião

Embaixadores da UE estão se reunindo nesta quarta-feira com militares para discutir a força multinacional.

Provavelmente a Itália vai liderar a força militar, mas quer o esclarecimento das normas de procedimento no Líbano. Diplomatas da União Européia disseram que as tarefas das forças de paz ainda não estão claras. Acredita-se que os soldados não terão o dever de desarmar o Hezbollah, mas eles podem ter de assegurar que armas contrabandeadas não entrem mais no Líbano pelas fronteiras do país.

Os líderes europeus estão sendo pressionados para trazer propostas concretas antes de sexta-feira, quando os ministros do Exterior da União Européia devem se reunir com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

O enviado especial da organização para o Oriente Médio, Terje Roed-Larsen, advertiu que mesmo que os soldados da força da ONU sejam enviados ao local, ainda poderá haver tentativas de desencaminhar o processo de paz.

Segundo Roed-Larsen, a trégua entre Israel e o Hezbollah é extremamente frágil.

Contingente

A reunião da UE foi pedida pela Itália, que pressiona outros países da União Européia para enviar mais tropas para formar um contingente europeu de até nove mil soldados. O governo italiano já se comprometeu a colaborar com três mil.

A ONU, que autorizou uma força de 15 mil soldados para manter o cessar-fogo, mostrou-se decepcionada com a resposta dos países europeus até o momento, já que muitos hesitam em comprometer tropas sem uma idéia mais clara sobre a missão das forças de paz.

A França, que ofereceu apenas 200 soldados até o momento, disse que não pode prometer um contingente maior antes de saber quais são os termos da missão.

Havia a expectativa de que o país tivesse papel de liderança na missão no Líbano, como ocorre atualmente.

"Você não pode simplesmente decidir enviar milhares de pessoas", afirmou o ministro do Exterior Phillippe Douste-Blazy.

A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, viajou a Paris nesta terça-feira para tentar convencer a França a ter uma participação maior nas forças de paz.

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