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Ministro britânico diz que UE enfrenta 'ameaça real' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Interior da Grã-Bretanha, John Reid, disse que a Europa enfrenta uma ameaça de terrorismo "persistente e muito real". A declaração foi feita após um encontro, em Londres, com ministros do Interior de outros cinco países da União Européia - França, Alemanha, Finlândia, Portugal e Eslovênia - para discutir ações antiterrorismo, devido à descoberta de um suposto plano para explodir aviões na semana passada. Reid ressaltou que a presença de outros cinco países do bloco na reunião revelava a determinação da Europa de permanecer unida e defender seus valores. O ministro do Interior finlandês, Kari Rajamaeki, parabenizou a Grã-Bretanha por frustrar o suposto plano para explodir aviões que sairiam do país rumo aos Estados Unidos. Vinte e quatro pessoas estão detidas por causa do suposto plano. Explosivos líquidos Reid disse que a União Européia precisa desenvolver suas políticas antiterrorismo em resposta à ameaça crescente de terrorismo. Segundo ele, os ministros discutiram medidas práticas em quatro áreas: combate aos explosivos líquidos, coordenação de segurança no transporte, troca de informações e a natureza do Islã europeu. O ministro britânico afirmou que o mundo está enfrentando uma forma de "totalitarismo intolerante e violento", que está corrompendo uma religião, o Islã, que sempre significou paz. O comissário de Justiça da União Européia, Franco Frattini, disse que irá apresentar propostas concretas de como detectar explosivos líquidos em um encontro previsto com todos os ministros do Interior da UE na Finlândia - país que detém a presidência rotativa do bloco. Ainda nesta semana será realizada uma reunião de autoridades de segurança aérea e especialistas antiterrorismo. Resposta conjunta As explosões do dia 7 de julho do ano passado em Londres trouxeram as medidas antiterrorismo para o topo da agenda da União Européia e ajudaram o então ministro do Interior britânico, Charles Clarke, a obter um acordo para forçar companhias a guardar dados telefônicos e e-mails para possíveis investigações. A Comissão Européia tenta convencer governos a abrir mão de seu veto na área da Justiça criminal, argumentando que a medida ajudaria na luta contra o terrorismo. Clarke era cautelosamente a favor, mas Reid parece não estar convencido da necessidade da medida. A comissão afirmou que as prisões realizadas na quinta-feira passada em Londres mostravam que "o terrorismo é uma ameaça contínua e global", que requer uma resposta conjunta. O nível de ameaça à segurança na Grã-Bretanha foi elevado para "crítico" na semana passada após a suposta descoberta do plano. Na segunda-feira, ele foi diminuído para "grave", o que significa que um ataque seria bastante possível, mas não iminente. |
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