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Bush: Complô é 'lembrete' para guerra contra o terror | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano George W. Bush disse que um complô para explodir aviões que seguiam da Grã-Bretanha para os Estados Unidos é um "lembrete perfeito" de que os Estados Unidos ainda estão em guerra com extremistas islâmicos. Bush afirmou que isto demonstrou que "fascistas islâmicos usarão de qualquer meio para destruir aqueles entre nós que amam a liberdade". Segundo ele, os Estados Unidos estão mais seguros agora do que antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, mas não estão "totalmente seguros". Mas críticos de Bush no Partido Democrata, da oposição, disseram que o complô mostrou que sua política levou ao aumento de ameaças enfrentadas pelos Estados Unidos. "Está claro que nossas políticas equivocadas estão tornando os Estados Unidos mais odiados no mundo e tornando a guerra ao terrorismo mais difícil de vencer", afirmou o senador Edward Kennedy. O líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que a guerra do Iraque tinha "desviado a nossa atenção e mais de US$ 300 bilhões em recursos da guerra contra o terrorismo, criando um chamado de união para terroristas internacionais". Autoridades americanas afirmaram que o complô descoberto pretendia detonar explosivos líquidos a bordo de vários vôos comerciais. "Um mundo perigoso" O governo americano elevou pela primeira vez o alerta para terror para vermelho - o nível mais alto - para vôos provenientes da Grã-Bretanha. Também foi elevado o nível geral de segurança em todos os vôos domésticos e internacionais. Um contingente extra de agentes de segurança está sendo colocado em vôos entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha e passageiros foram proibidos de levar líquidos e gels na bagagem de mão ao embarcar em aviões. Fontes americanas disseram que as companhias aéreas tidas como alvo do complô são United, American e Continental, e os vôos envolvidos seriam das cidades de Nova York, Washington e do Estado da Califórnia. Em declarações no Estado de Wisconsin, Bush afirmou que apesar do aumento de medidas de segurança desde 2001, será um "erro acreditar que não há ameaça aos Estados Unidos". "O povo americano precisa saber que nós vivemos em um mundo perigoso, mas nosso governo vai fazer tudo o que puder para proteger o nosso povo destes perigos", acrescentou. "Al-Qaeda" O governo americano afirmou que a tentativa de ataques a bomba em diversos aviões que voariam da Grã-Bretanha aos Estados Unidos "parece ser um plano da rede al-Qaeda". Porém, o secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Chertoff, disse que ainda não era possível ter certeza sobre a responsabilidade pelas tentativas de ataques, já que ainda estão sendo realizadas investigações. "Esta tentativa parece ter sido muito bem-planejada e bastante avançada, com um número significativo de envolvidos. Os terroristas planejaram o transporte dos componentes das bombas, incluindo substâncias explosivas líquidas." |
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