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Ameaça em Londres altera rotina de aeroportos na América do Sul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os principais aeroportos da América do Sul aumentaram suas medidas de segurança depois do alerta sobre os atentados frustrados em Londres. Nos aeroportos de Buenos Aires, na Argentina, Montevidéu, no Uruguai, Santiago, no Chile, Lima, no Peru, e Caracas, na Venezuela, foi proibido o transporte de perfumes, entre outros líquidos, ou cremes, como pasta de dente ou hidratantes, além de bebidas, na bagagem de mão. Em todos os aeroportos, exigem ainda que passageiros que embarcam para os Estados Unidos também tirem sapatos na hora de passar pelos detectores de metal. As medidas foram adotadas pelas companhias aéreas de bandeira americana e, em seguida, a polícia aeronáutica ou algum órgão estatal, de cada país, divulgou comunicado oficial, informando sobre as decisões de segurança, baseadas em acordos internacionais de vigilância. Na Venezuela, por exemplo, a Divisão de Polícia Internacional e Divisão contra Terrorismo do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas que realizaram, segundo o jornal El Mundo, um "plano de alerta" no Aeroporto Internacional Simon Bolívar. De acordo com autoridades venezuelanas, as medidas de segurança especiais continuam em vigor. “Aerofobia” Nesta sexta-feira, o aeroporto Jorge Newebary, de vôos nacionais, em Buenos Aires, divulgou, através da imprensa argentina, que cerca de 150 passageiros foram atendidos, nos últimos dois dias, com “aerofobia” – fobia a viajar de avião. Efeito, de acordo com o comunicado, das informações sobre possíveis novos atentados. Na quinta-feira, no aeroporto internacional de Ezeiza, um pacote levou o Grupo Especial de Explosivos a isolar um setor de embarque. Mas era apenas uma caixa de papel. O ministro argentino do Interior, Aníbal Fernández, reiterou, nesta sexta-feira, que a segurança foi reforçada em todos os aeroportos do país, mas não revelou o total de homens – maioria com cães treinados – que realizam esta operação de emergência. Tanto em Caracas, como em Buenos Aires, Santiago, Lima e Montevidéu, de acordo com a imprensa, os passageiros que embarcam para Estados Unidos não podem comprar perfumes ou bebidas nos free-shops. As principais emissoras de rádio e de televisão da Argentina, informam, com detalhes, quadros e fotos, sobre os produtos proibidos, desde a véspera, nas bagagens de mão. Na emissora argentina Canal 13, o especialista em balística e explosivos Roberto Loles disse no programa “Informales”, que a segurança será cada vez mais difícil nos aeroportos. “Logo depois dos atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos, as companhias aéreas trocaram talheres de metal por plástico”, recordou. “Mas agora, depois deste alerta, tudo será mais complicado. O nitrato, por exemplo, usado nos explosivos, é um componente existente na terra. Se alguém mexeu com terra antes de viajar, poderá não embarcar”. Segundo ele, o pessoal dos aeroportos terá que ser muito bem treinado para conseguir acompanhar os avanços e “criatividade” dos terroristas. “E como tudo pode virar arma, vamos acabar tendo que viajar nus”, disse. Por tempo indeterminado Diretores da empresa American Arlines, na capital venezuelana, afirmaram, nesta sexta-feira, à emissora Unión Rádio, que as restrições continuam em vigor e não há previsão de quando serão suspensas. As exceções, recordaram, são os medicamentos com receita, leite para os bebês e insulina ou outro remédio indispensável para o passageiro. No Uruguai, o diretor de Segurança Aérea da Direção Nacional de Aviação Civil, coronel Gustavo González, explicou ao jornal Ultimas Noticias que as medidas valem também, pelo menos por enquanto, para todos os vôos internacionais, não apenas os que decolam para os Estados Unidos. Em Lima, no Peru, no aeroporto internacional Jorge Chávez, a empresa Lima Airport Partners (LAP), que administra o local, divulgou uma nota, informando que seu plano de segurança inclui, além das medidas restritivas sobre embarque de produtos na bagagem de mão, policiais com cães farejadores de explosivos. Mas de acordo com o noticiário desta sexta-feira, o aeroporto funciona normalmente e num “clima de tranqüilidade entre os passageiros”. |
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