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ONU suspende ajuda humanitária no sul do Líbano | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU desistiu de enviar um comboio com ajuda humanitária para o sul do Líbano nesta terça-feira por questões de segurança. A decisão foi tomada um dia após Israel ter imposto um toque de recolher para todos os que residem ao sul do rio Litani. Nesta terça-feira, tanto o Hezbollah como Israel lançaram novos ataques de foguetes e artilharia. Israel diz que qualquer veículo que for visto circulando na região, que avança em cerca de 30 quilômetros por território libanês, será destruído. Comboio Aviões lançaram folhetos em Tiro, maior cidade libanesa ao sul do Litani, dizendo que Israel iria aumentar as operações contra o que os israelenses chamaram de "elementos terroristas com extrema força". De acordo com Jeremy Bowen, correspondente da BBC no Líbano, Israel pode ter usado as ameaças militares para pressionar o governo libanês. As estradas e pontes de acesso à cidade foram bombardeadas, isolando a cidade e tornando impossível a chegada de ajuda ou a saída de civis. "Muitos bombardeios têm ocorrido. Não há garantia de segurança. A situação é muito ruim e está piorando", disse Christiane Berthiaume, do Programa Mundial de Alimentação da ONU. "Não fomos capazes de manter um ritmo de dois comboios por dia, mas mesmo esses dois não seriam suficientes. Um número razoável seria seis." O porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Mark Regev, disse que o governo israelense está tentando coordenar as operações humanitárias ao lado da comunidade internacional, mas não pode garantir que todo caminhão transporta ajuda, e não armas. Resolução da ONU Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU discute a proposta de uma resolução para tentar conter o conflito. Uma delegação da Liga Árabe deve tentar incluir a exigência da retirada imediata das tropas israelenses do Líbano. Existe também polêmica sobre os termos usados, que, no momento, exigem que o Hezbollah suspenda todos os ataques e que Israel interrompa apenas suas operações "ofensivas". O embaixador russo na ONU disse que Moscou não concorda com uma resolução que não conte com a aprovação libanesa. A resolução não deve ser votada antes de quarta-feira. Bombardeios Ainda nesta terça-feira, pelo menos seis pessoas foram mortas em bombardeios aéreos durante um enterro na vila de Ghaziyeh. Em outro episódio de violência, pelo menos três soldados israelenses morreram em choques com o Hezbollah no sul do Líbano. Israel diz que vai mover todos os residentes que ainda se encontram na cidade de Kiryat Shmona, a mais atingida pelos foguetes do Hezbollah, para outra região do país. O governo do Líbano, que se ofereceu para enviar 15 mil soldados para o sul do país, convocou os reservistas do Exército e determinou que fiquem de prontidão. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, descreveu o plano como "um passo interessante" e disse que seu governo vai estudar a proposta. Desde o início do conflito, quase mil pessoas já morreram no Líbano, a maioria civis, e mais de 100 israelenses foram mortos, a maioria soldados. |
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