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ONU tenta destravar resoluções sobre conflito | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
França e Estados Unidos começaram nesta sexta-feira mais um dia de intensas negociações para aparar as diferenças e tentar alcançar um acordo sobre o conflito no Líbano. O embaixador americano na Organização das Nações Unidas (ONU), John Bolton, disse que as divergências entre os dois principais interlocutores haviam diminuído no primeiro dia. No entanto, uma nova rodada de conversações teria de levar em conta novas instruções passadas por Washington e Paris. O presidente francês, Jacques Chirac, disse nesta sexta-feira que um acordo sobre a questão é uma “necessidade urgente”. A proposta francesa, a única na mesa, já prevê a adoção de um cessar-fogo no contexto de outras medidas, como queriam os Estados Unidos. O rascunho que circulou ontem entre os delegados da ONU falava em etapas: primeiro o cessar-fogo, que seria objeto de uma primeira resolução. Depois, o envio de uma força internacional ao sul do Líbano, contemplado em uma segunda resolução. Entre elas, será necessário um acordo político que todos os envolvidos reconhecem ser de difícil costura. Será necessário vencer temas polêmicos, como a libertação dos dois soldados israelenses capturados pelo Hezbollah há duas semanas, ação que representou a gota d’água para o início do conflito, e a exigência do grupo xiita de que Israel liberte presos políticos árabes. Mais complicadas serão as negociações relativas ao futuro da milícia. Os Estados Unidos crêem que a força internacional da ONU deve auxiliar no desarmamento do Hezbollah, mas a França argumenta que esta é uma questão política, e não de segurança. Por ora, a estratégia unilateral de Israel tem sido realizar incursões no Líbano para criar uma “zona de segurança” que reduza sua vulnerabilidade aos mísseis do Hezbollah na região da fronteira. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que Israel responderá aos ataques do Hezbollah mesmo que com a presença de uma força internacional na região da fronteira. O correspondente da BBC na ONU, James Robbins, diz que os diplomatas podem ter de negociar ao longo do fim de semana para alcançar um entendimento sobre os pontos das resoluções. Mas ministros de assuntos externos dos países do Conselho de Segurança já planejam viagens à sede da ONU, em Nova York, para a hipótese de uma votação dentro de pouco tempo. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que está no Haiti, pediu aos negociadores que encontrem uma saída para a crise o mais rápido possível. “Acho que as pessoas em Israel e no Líbano sofreram o suficiente, e os civis que foram apanhados no fogo cruzado merecem um pouco de paz e consideração por parte dos protagonistas”, declarou Annan. |
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