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Atualizado às: 28 de julho, 2006 - 18h41 GMT (15h41 Brasília)
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Assassinato de ministro causa tumulto na Somália
Avião aterrissa na Somália
Avião suspeito de carregar armas foi visto na capital Mogadíscio
O assassinato de um ministro do governo provisório da Somália provocou protestos na cidade de Baidoa, que funciona atualmente como sede do governo provisório.

O ministro de assuntos constitucionais, Abdallah Isaaq Deerow, foi morto nesta sexta-feira ao sair de uma mesquita da cidade.

Centenas de pessoas tomaram as ruas de Baidoa em protesto contra o assassinato, queimando pneus e atacando lojas.

Na quinta-feira, pelo menos 19 integrantes do governo de transição - que controla efetivamente uma área muito pequena - pediram demissão. Deerow havia decidido ficar no cargo.

Os ministros abandonaram os cargos em protesto contra o primeiro-ministro Ali Mohamed Ghedi, que fracassou nas negociações com os Tribunais Islâmicos Conjuntos, que controlam a capital Mogadíscio e o sul do país.

Os ministros são contra o envio de tropas de paz internacionais e a presença de soldados da Etiópia na Somália. As ações têm apoio do primeiro-ministro.

O governo sediado em Baidoa tem pouca influência no resto do país, mas conta com o apoio das Nações Unidas, da União Africana e do governo da Etiópia.

Avião misterioso

Na capital, a chegada de um avião cargueiro aumentou os rumores de que as forças islâmicas que controlam a cidade estão recebendo armamento, contrariando um embargo da ONU.

Testemunhas relataram que um avião Iluyshin-76, com capacidade para transportar 50 toneladas em cargas, aterrissou em Mogadíscio. Seis caminhões foram vistos descarregando materiais dos aviões.

O exército dos Tribunais Islâmicos Conjuntos, no entanto, dispersou as pessoas que observavam a operação.

O mesmo avião havia sido observado na quarta-feira transportando armamento anti-aéreo, uniformes, fuzis, além de diversos oficiais da Eritréia. Autoridades da Eritréia e de Mogadíscio negaram a informação.

As Nações Unidas e os Estados Unidos já alertaram a Eritréia e a Etiópia para não interferirem no conflito da Somália. Há temores de que o país vire palco de conflito entre Etiópia e Eritréia, que estiveram em guerra entre 1998 e 2000.

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