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Atualizado às: 21 de julho, 2006 - 17h55 GMT (14h55 Brasília)
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Líder islâmico ordena 'guerra santa' na Somália
A milícia islamista controla boa parte do sul da Somália
Um líder islâmico da Somália ordenou uma "guerra santa" para expulsar as tropas etíopes, depois que elas entraram em território somali para proteger o fraco governo interino do país.

"Eu estou pedindo ao povo somali que realize uma guerra santa contra etíopes na Somália", disse o xeque Hassan Dahir Aweys, da União das Cortes Islâmicas (UCI).

O governo da Etiópia nega que suas forças estejam em Baidoa, onde fica a sede do governo. Um repórter da BBC viu soldados etíopes em patrulha na região.

Na quarta-feira, surgiram relatos de que a milícia islâmica havia avançado, chegando a uma distância de 60 quilômetros de Baidoa. Desde então, os milicianos se retiraram e negam haver planejado atacar a cidade.

Avanço islâmico

No mês passado, a chamada União das Cortes Islâmicas, uma aliança de milícias islâmicas, tomou controle da capital do país, Mogadíscio, e de várias outras cidades e expulsou líderes de milícias apoiadas pelos Estados Unidos.

Após terem expulso os líderes de milícias da capital, os militantes islâmicos vêm consolidando seu controle em diferentes cidades, onde impuseram toques de recolher e a lei islâmica - conhecida como sharia.

A situação causa preocupação em países vizinhos como a Etiópia e também nos Estados Unidos, que alega que a Somália estaria se tornando um local propenso a abrigar células terroristas da Al-Qaeda.

A Etiópia advertiu repetidamente que enviará seu Exército para a Somália se o governo interino somali for atacado.

A Etiópia é, há muito, aliada do presidente do governo interino, Abdullahi Yusuf, e na década de 90 ajudou-o a derrotar uma milícia islâmica liderada por Aweys.

Na estação de rádio nacional Shabelle, Aweys acusou o presidente Yusuf de ser um "empregado da Etiópia há muito tempo".

Mais cedo, um outro líder da UCI, xeque Sharif Sheikh Ahmed, disse que os somalis tinham que se defender da presença etíope, de acordo com a agência de notícias AFP.

"Qualquer pessoa que ficar do lado da Etiópia será considerada um traidor", disse Ahmed, segundo a agência de notícias Reuters.

Uma passeata pela paz realizada em Mogadíscio pediu aos etíopes que se retirem do país.

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