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Festa de acordo de paz na Somália termina em caos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um cinegrafista sueco foi morto durante as comemorações do acordo de paz da Somália, quinta-feira na capital Mogadíscio, trazendo cenas de caos à manifestação. Um correspondente da BBC afirma que um homem armado atirou no coração do cinegrafista, no meio da multidão. O acordo de paz foi fechado no Sudão entre o governo interino e o grupo islâmico que controla Mogadíscio. Os dois lados concordaram em reconhecer o outro e cessar as hostilidades, mas alguns temas importantes continuam sem resolução. Interferência De acordo com o correspondente da BBC que estava na comemoração, líderes dos tribunais islâmicos criticaram a vizinha Etiópia pela interferência do governo etíope em assuntos internos dos somalis. O cinegrafista teria sido morto quando eles queimavam uma bandeira etíope. Houve pânico, apesar dos apelos de calma. Não está claro se o cinegrafista morto era alvo, mas correspondentes afirmam que o assassinato vai afetar a União dos Tribunais Islâmicos, que afirma ter restaurado a segurança em Mogadíscio. Temas sem resolução O acordo de paz não faz menção à questão da presença de forças de paz. O presidente interino, Abdullahi Yusuf, quer forças de paz de volta, mas a União de Tribunais Islâmicos não. Também não ficou decidido se o grupo islâmico vai participar do governo. Os dois lados voltam a conversar no dia 15 de julho para tentar chegar a um acordo sobre os pontos pendentes. O acadêmico Mohamed Ali Ibrahim, que integrou a equipe de negociadores do movimento islâmico em Cartum, no Sudão, disse que a União dos Tribunais Islâmicos não tem interesse em tornar o país um porto seguro para militantes. "Não há extremismo na Somália e não há elementos terroristas. Qualquer um pode vir aqui conferir", disse. A União de Tribunais Islâmicos controla o sul do país e o governo interino, com sede de Baidoa, a 200 km ao norte de Mogadíscio, controla o norte. A pressão internacional é grande para que os dois lados cheguem a um acordo e consigam estabelecer o primeiro governo nacional e efetivo em 15 anos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS União Africana estudará envio de tropas à Somália19 de junho, 2006 | Notícias ONU adverte para intensificação de conflito na Somália18 de junho, 2006 | Notícias EUA temem que Somália possa abrigar a Al-Qaeda 16 junho, 2006 | BBC Report Milícias islâmicas anunciam controle de Mogadíscio05 de junho, 2006 | Notícias Civis fogem de combates violentos em Mogadíscio11 de maio, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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