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União Africana estudará envio de tropas à Somália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de reconhecimento irá à Somália para verificar se há condições para uma força de paz ser enviada ao país. A decisão foi tomada pela União Africana em conjunto com diplomatas ocidentais. O grupo de reconhecimento deve calcular qual o tamanho da tropa que teria de ser enviada. Depois da reunião na capital etíope, Addis Abeba, o comissário de paz e segurança da União Africana, Said Djinnit, disse que a comunidade internacional apóia de maneira unânime o governo do presidente Abdullahi Yusuf, que solicitou as forças de paz. Ele disse que a situação na Somália é extremamente séria e que poderia ameaçar a estabilidade na região, mas que há uma “janela de oportunidade”. Ele disse que eles estavam chamando todos os partidos da Somália para dialogar. Para que as forças de paz possam ser enviadas ao país, a ONU teria de suspender o embargo que proíbe a entrada de armas. Falta de confiança O enviado da BBC à capital somali, Hassan Barise, disse que a população teme que as forças de paz que fossem eventualmente enviadas à Somália acabassem entrando em confronto com as milícias muçulmanas. Correspondentes dizem que o único local seguro para as forças de paz seria Baidoa, mas mesmo os habitantes da cidade temem ataques das milícias. Inicialmente, o governo elogiou as milícias por terem derrotado os comandantes de grupos militares da região, os chamados “senhores da guerra”, mas a questão das forças de paz criou um atrito. Para negociar com as milícias, o governo de Yusuf exige que elas deixem as cidades ocupadas e se dirijam à capital Mogadíscio, que reconheçam seu governo e que deponham as armas, mas os líderes dos grupos islâmicos disseram que só negociam se o governo disser que não quer nenhuma força de paz estrangeira. A razão é que a Etiópia teria uma grande participação na organização das forças de paz, mas os etíopes são vistos com falta de confiança no país por causa de intervenções em conflitos passados. Oposição Muçulmanos que controlam a capital Mogadíscio se opõem fortemente à idéia e organizaram protestos na semana passada. A Etiópia é tida como aliada do presidente Abdullahi Yusuf e há relatos de que tropas do país cruzaram a fronteira – uma acusação que os etíopes negaram – sendo vistos em Baidoa, 200 km ao norte da capital. O país não tem um governo nacional de fato há 15 anos e os boatos da presença de tropas etíopes aumentaram a tensão. Em resposta, milícias islâmicas rumam para a fronteira com a Etiópia. A comunidade internacional faz intensa pressão diplomática para tentar evitar que a Somália não termine numa guerra civil. No domingo, o alto comissário para refugiados das Nações Unidas, Antonio Guterres, disse à BBC que pode haver uma tragédia humanitária no país caso as tensões se transformem num conflito armado de grandes proporções. | NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU adverte para intensificação de conflito na Somália18 de junho, 2006 | Notícias Batalhas deixam mais de 30 mortos na Somália25 de maio, 2006 | Notícias Civis fogem de combates violentos em Mogadíscio11 de maio, 2006 | Notícias EUA prendem 13 supostos piratas perto da Somália19 de março, 2006 | Notícias Somália enfrenta pior seca em 40 anos, diz Oxfam16 de fevereiro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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