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Civis fogem de combates violentos em Mogadíscio | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de civis estão fugindo da capital da Somália, Mogadíscio, por causa dos intensos combates entre milícias islâmicas e uma aliança de senhores de guerra, que deixaram pelo menos 120 mortos na última semana. Uma equipe da ONU diz que os milicianos estão ganhando terreno na capital, desde o início dos combates, no domingo. Autoridades médicas dizem que o número de mortos chegou a 200. Os choques desta semana estão entre os mais violentos desde o início da guerra civil em 1991. Segundo o correspondente da BBC na capital somali, a maioria das vítimas eram civis, mortos no fogo cruzado. EUA A milícia islâmica acusa Estados Unidos de apoiarem a aliança do senhores de guerra. Segundo um relatório da ONU, os senhores de guerra constantemente furam o embargo de armas imposto à Somália. Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou as recomendações de impor sanções específicas e endurecer o embargo de armas no país. A ONU diz que a milícia islâmica controla 80% da cidade, mas o correspondente da BBC na capital, Mohammad Olad Hassan, disse que os dois grupos controlam algumas áreas. A maioria dos choques ocorreram no norte de Mogadíscio, e por isso é difícil dizer que algum dos grupos controle a cidade, disse Hassan. Fogo cruzado Os senhores de guerra usaram artilharia pesada e morteiros durante a noite, em várias áreas da cidade. Muitos moradores fugiram de suas casas em busca de segurança, e várias casas foram atingidas por artilharia. Os confrontos continuavam nesta quinta-feira de manhã, mas não com a mesma intensidade da noite anterior. Em março, pelo menos 90 pessoas morreram em choques entre os dois lados. Terra sem lei A população da Somália é formada, em sua totalidade, por muçulmanos sunitas. Desde o início da década de 90, o país vive uma guerra civil entre vários clãs rivais. Recentemente, a aliança dos senhores de guerra criou a Aliança para a Restauração da Paz e Contra o Terrorismo, para se opor contra o avanço dos chamados Tribunais Islâmicos Conjuntos, um rudimentar sistema de cortes islâmicas espalhadas pelo país. A milícia, ligada aos Tribunais Islâmicos Conjuntos, recentemente restaurou a ordem em algumas regiões de Mogadíscio, ligando o sistema de justiça à Sharia, a lei islâmica. A aliança acusa os tribunais de abrigar líderes estrangeiros da Al-Qaeda. Na semana passada, o presidente somali, Abdullahi Yusuf, acusou os Estados Unidos de financiar a coalizão de senhores de guerra. O governo americano afirma que apoia os esforços para devolver a estabilidade da Somália, mas se recusa a dizer quem e como apoia no país, segundo o correspondente da BBC no leste da África, Adam Mynott. A Somália não tem uma autoridade nacional efetiva desde 1991, quando o ex-presidente Siad Barre foi derrubado do poder. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Somália enfrenta pior seca em 40 anos, diz Oxfam16 de fevereiro, 2006 | Notícias ONU pode cortar ajuda à Somália por uma década12 de julho, 2005 | Notícias Explosão mata sete, mas premiê sai ileso na Somália03 de maio, 2005 | Notícias União Africana vai medir segurança na capital da Somália14 de fevereiro, 2005 | Notícias Líderes islâmicos proíbem festas de Ano Novo na Somália29 de dezembro, 2004 | Notícias Parlamento da Somália elege novo presidente11 de outubro, 2004 | Notícias Grupo islâmico proíbe camisinhas na Somália22 de dezembro, 2003 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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