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ONU pode cortar ajuda à Somália por uma década | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Programa Mundial de Alimentos ONU ameaçou, nesta terça-feira, suspender toda a ajuda para a região central da Somália por dez anos se um de seus navios que foi seqüestrado não for devolvido em 48 horas. O navio MV Semlow foi seqüestrado no dia 27 de junho quando levava suprimentos para vítimas do tsunami. "Se a comida não for devolvida em 48 horas, junto com a tripulação e o navio, colocaremos a área na lista negra pelos próximos dez anos", disse o diretor do programa, Robert Hauser. Ele fez o anúncio após relatos de que os piratas que seqüestraram o navio estariam negociando com o governo interino da Somália. Arroz No navio estavam 850 toneladas de arroz. A tripulação consistia de dez pessoas, originárias do Quênia, da Tanzânia e do Sri Lanka. Há relatos de que eles estariam bem. Observadores temem que o ultimato da instituição possa atrapalhar as negociações, diz o correspondente da BBC em Nairobi, Guy Phombeah. Hauser negou as acusações, dizendo que a WFP está "fazendo tudo" para assegurar a libertação e disse que, se o caso não for resolvido em breve, os cerca de 28 mil desabrigados pelo tsunami podem correr risco de vida. Mais perigosas "No momento eles ainda têm suprimentos da última entrega, mas isso deve acabar logo", disse ele. O Programa Mundial de Alimentos fornece uma média de 3 mil toneladas de comida para 275 mil pessoas na Somália. A situação torna-se mais difícil pela falta de um governo nacional desde 1991 e cerca de 60 mil pessoas que integram diversas milícias pelo país. As tentativas de estabelecimento de um governo transitório no Quênia, país vizinho, falharam, até agora. As águas da costa do país estão entre as mais perigosas do mundo. |
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