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União Africana vai medir segurança na capital da Somália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Africana vai enviar uma missão à Somália nesta segunda-feira para avaliar a segurança na capital do país, Mogadishu. A medida acontece depois que o presidente eleito no final do ano, Abdullahi Yusuf, pediu por uma contingente de 20 mil soldados para garantir que o seu governo, atualmente sediado no Quênia, possa voltar ao país. Sugestões de que tropas etíopes poderiam ser usadas geraram fortes protestos. Na sexta-feira, milhares de pessoas protestaram em Mogadishu, prometendo resistir ao que eles vêem como uma interferência da Etiópia. Etiópia A equipe da União Africana, composta por 16 pessoas, vai ter uma tarefa difícil em Mogadishu. O presidente Yusuf necessita de segurança externa para operar com segurança dentro da cidade. Ele vem da região de Puntland, no norte do país, e não tem relação com os clãs que controlam a cidade. Para piorar, ele é visto como aliado da Etiópia. A memória da violenta guerra com o país vizinho, nos anos 1970, ainda é viva para a população somali. Quando o presidente sugeriu em outubro que seriam necessários 20 mil soldados da União Africana para garantir a transferência de seu escritório para Mogadishu, muitos interpretaram isso como uma ameaça de conquistar o poder pela força. Foi difícil para Yusuf convencer até mesmo o seu gabinete da proposta. Ela foi aprovada este mês, mas com importantes abstenções. Na sexta-feira, os manifestantes de Mogadishu ameaçaram pegar em armas para resistir à presença de tropas etíopes em solo somali. |
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