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Líderes islâmicos proíbem festas de Ano Novo na Somália | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Clérigos islâmicos da Somália proibiram os habitantes de Mogadishu, capital do país, de celebrar o Ano Novo. O presidente do Conselho Supremo dos Tribunais Islâmicos, xeque Shariff Ahmad, disse que qualquer pessoa que comemorar a passagem do ano será punida "severamente" por, segundo ele, violar ensinamentos islâmicos. De acordo com relatos da mídia local, Ahmad também criticou os proprietários de hotéis da região por planejarem festas de Réveillon. "Os muçulmanos só podem ter dois festivais por ano", teria afirmado o presidente do conselho. Tradição Os correspondentes da BBC informam que, embora seja uma cidade majoritariamente muçulmana, Mogadishu tem uma longa tradição de celebrar o início do ano cristão. Nos últimos anos, no entanto, as pressões das lideranças islâmicas têm reduzido as comemorações a um mínimo. A Somália foi dividida em uma série de feudos nos últimos 13 anos diante das disputas pelo poder entre vários líderes locais. Os principais líderes estão participando de negociações de paz no vizinho Quênia, onde também estão a sede do governo e do Parlamento da Somália, já que a situação em Mogadishu é considerada muito perigosa. Neste fim de ano, a Somália também sofre as consequências do maremoto que atingiu a região do oceano Índico no domingo. Único país africano afetado pela tragédia, que atingiu principalmente o sudeste da Ásia, a Somália aguarda a chegada de mais de 30 toneladas de comida enviadas pelo Programa de Alimentação das Nações Unidas. |
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