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ONU adverte para intensificação de conflito na Somália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Carregamentos diários de armas estão chegando à Somália em violação ao embargo de armas das Nações Unidas, segundo afirmou neste domingo à BBC o coordenador do Grupo de Monitoramento da ONU, Bruno Schiemsky. A afirmação foi feita no mesmo dia em que a agência de refugiados da ONU advertiu de que os problemas humanitários na Somália podem aumentar “tremendamente” se não for encontrada uma solução pacífica para o conflito no país. O governo de transição está sob crescente pressão da milícia islâmica que já controla a capital, Mogadíscio, e que já controla grande parte do centro e do sul do país. A Somália está lutando para se recuperar de 15 anos de anarquia e violência que deixaram o país sem um governo efetivo desde a derrubada de Siad Barre, em 1991. Ofensiva Segundo Bruno Schiemsky, o fluxo de armas para o país cresceu substancialmente desde que os rebeldes islâmicos intensificaram sua ofensiva, neste mês. Ele advertiu de que é apenas uma questão de tempo até que os membros da União de Cortes Islâmicas entrem em combate contra as tropas do governo. A União Africana fez um apelo neste domingo para que a comunidade internacional renove seu apoio ao governo de transição. Relatos independentes indicam ainda que tropas etíopes cruzaram a fronteira com a Somália e se dirigiram à cidade de Baidoa, a base do governo somali de transição. Negociação O líder da União das Cortes Islâmicas da Somália, Sharif Sheikh Ahmed, disse à BBC que seu movimento está preparado para abrir negociações com o governo de transição, sem pré-condições. Ahmed disse acreditar que os somalis deveriam resolver suas diferenças através de negociações. A comunidade internacional, por meio do Grupo de Contato Somali, vem pressionando as Cortes Islâmicas a iniciar um diálogo de paz. Mas o presidente Abdullah Yusuf diz que as Cortes Islâmicas precisam interromper seu avanço, desmantelar suas milícias e reconhecer o governo interino antes de iniciar um diálogo de paz. |
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